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Secretário executivo da Casa Civil é destituído por usar avião da FAB

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Decisão foi tomada pelo presidente Jair Bolsonaro

O secretário executivo da Casa Civil, Vicenti Santini, foi destituído do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro. Santini usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, para Nova Delhi, na Índia, onde se reuniu com a comitiva presidencial, durante visita de Estado de Bolsonaro ao país.

Santini ficou na função de ministro interino durante as férias do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e optou por usar o avião da FAB, enquanto outros ministros viajaram com companhias aéreas comerciais.

“Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx, decidido por mim”, disse Bolsonaro ao chegar hoje (28) ao Palácio da Alvorada, depois de desembarcar em Brasília da viagem à Índia. O presidente disse ainda que vai conversar com o ministro Onyx para ouvir os argumentos e ver quais outras medidas podem ser tomadas. Por enquanto, Santini continua no governo.

“O que ele fez não é ilegal, mas é imoral. Ministro antigo foi de comercial, de classe econômica. Eu já viajei, no passado, pela Ásia toda de comercial, classe econômica. A explicação é que ele teve que participar da reunião de ministros por isso a premissa [de usar o avião da FAB como ministro]. Essa desculpa não vale. Ele deixa de ser executivo da Casa Civil”, disse o presidente.

Bolsonaro foi o convidado especial do governo indiano para participar das celebrações do Dia da República, no último domingo (26). A viagem incluiu a assinatura de 15 acordos com o governo indiano em diversas áreas, como segurança, bioenergia e tecnologia.

A comitiva também participou de café da manhã com empresários indianos sobre oportunidades de negócios no Brasil e de um seminário entre empresários dos dois países. Santini representou a Casa Civil para apresentar a carteira de concessões e privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

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Enem

O presidente Bolsonaro afirmou ainda que é preciso apurar e encontrar o que gerou a falha na correção de algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) suspendeu a divulgação do resultado das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Ministério da Educação (MEC) também já suspendeu as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni), programadas para começarem hoje.

Segundo o MEC, o cronograma do Sisu e o do Prouni, ambos programas de acesso à educação superior que usam a nota do Enem para seleção de estudantes, só serão divulgados após uma decisão final da Justiça. O TRF3 atendeu a pedido da Defensoria Pública da União (DPU) de suspender a divulgação dos resultados do Sisu para não comprometer a transparência e a lisura do procedimento que dá acesso às vagas, seja de um programa seja de outro.

“Está complicado, tenho que conversar com ele [ministro da Educação, Abraham Weintraub] para ver o que está acontecendo, se foi falha nossa, se tem alguma falha humana, sabotagem. Seja o que for, temos que chegar ao final da linha e apurar. Não pode acontecer isso”, disse Bolsonaro.

De acordo com o presidente, caso a responsabilidade pela falha tenha sido do governo, ele não vai se eximir. “Quero apurar para pode chegar com propriedade. Se for nossa [culpa] assume, se for do outro mostra com provas o que houve”, destacou.

Regina Duarte

Bolsonaro também falou da expectativa para que Regina Duarte assuma o cargo de secretária especial de Cultura do governo. De acordo com o presidente, talvez amanhã (29) a decisão da atriz seja anunciada.

“Se ela tem disposição realmente, para mim seria excepcional, para ela ter oportunidade de mostrar como fazer cultura no Brasil. Ela tem conhecimento do que vai fazer, precisa de gente com gestão ao seu lado, tem cargo para isso, ela vai poder trocar quem ela quiser, sem nenhum problema. Então, tem tudo para dar certo”, disse.

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A atriz esteve em Brasília na semana passada para se encontrar com Bolsonaro e conhecer a estrutura da secretaria. “Eu conversei com ela como tratar a questão da cultura no Brasil, sem o viés de esquerda que tinha, só dava minoria e nós queremos uma cultura para o povo de maneira geral”, completou Bolsonaro.

A atriz foi convidada pelo presidente para assumir o cargo após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim.

//Agência Brasil

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Justiça

Homem é condenado a 25 anos de prisão por matar ex-companheira dentro de ônibus em Porto Alegre

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Vítima foi morta a facadas na avenida Protásio Alves, em 2018 Foto: Agência Brasil
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O Tribunal do Júri decidiu pela condenação de um homem acusado de matar a ex-companheira dentro de um ônibus em Porto Alegre em 2018. Na quinta-feira (19), a pena foi fixada pelo juiz Marcos Braga Salgado Martins, da 3ª Vara do Júri, em 25 anos de reclusão.

Na tarde do dia 4 de dezembro de 2018, na avenida Protásio Alves, Maximiliano Rodrigues Freitas, conhecido como Nego Max, atacou, com facadas, Ariana Arias dos Santos dentro de um ônibus da linha Alvorada/Protásio. Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do RS, ao perceber a presença da vítima, o assassino foi ao seu encontro, surpreendendo-a e passando a desferir-lhe diversos golpes de faca. A cena causou pânico dentro do coletivo, e o agressor fugiu.

Ao aplicar a pena, o magistrado analisou o caso sob o cenário da violência doméstica contra a mulher, já que Maxilimiano era ex-companheiro da vítima. Verificou seus antecedentes criminais, em que o réu é reincidente múltiplo. Ressaltou que o crime foi considerado torpe e com emprego de meio cruel.

O juiz lembrou que Ariana ainda gritou por socorro e tentou se defender, à medida que Maximiliano a atacava de forma agressiva com facadas. Também entendeu que não houve demonstração de que o comportamento da vítima tenha incentivado a prática delitiva. Devido a isso, considerou que a vítima foi submetida a intenso e desnecessário sofrimento nos momentos que antecederam sua morte, não tendo chance de se defender – uma vez que foi surpreendida com a ação do acusado, dentro de um coletivo cheio de passageiros, reduzindo, por total, suas chances de esboçar qualquer reação.

Por fim, o juiz Marcos Martins frisou que “ainda houve consequências extratípicas, já que a ex-companheira era responsável pela criação de uma filha, inclusive com o réu, de tenra idade”.

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O Sul

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Boas Notícias

Havan inaugura quinta-feira, dia 12, em Guaíba, a 10ª megaloja no Rio Grande do Sul

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Fachada da Havan em Ijuí divulgação
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A loja mais amada do Brasil inaugura na quinta-feira, dia 12, a 10ª megaloja Havan no estado do Rio Grande do Sul. Desta vez, a cidade escolhida é Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A loja de número 152 abre as portas a partir das 9h, com funcionamento diário até as 22 horas.

Com um mix de produtos de mais de 100 mil itens nacionais e importados em diferentes setores, como: cama, mesa e banho, eletro, eletrônicos, utilidades domésticas, bazar e outros, a Havan de número 152 terá 8,5 mil m² de área construída, ambiente climatizado e mais 400 vagas de estacionamento gratuitas para os clientes. Além de praça de alimentação e a tradicional fachada estilizada da Casa Branca americana.

Luciano Hang destaca que está muito feliz em chegar a marca de 10 megalojas no estado gaúcho, gerando novas oportunidades de empregos diretos e mais diversos indiretos. “Cada loja que inauguramos gera 150 novos empregos. Eu sou um otimista nato. Acredito no Brasil e na importância do emprego para dar liberdade para as pessoas. Essa é a nossa motivação e para cada loja que abrimos, nasce um novo desejo de inaugurar a próxima. Vamos em frente!.”

Atualmente, a rede varejista possui filiais no Rio Grande do Sul, nas cidades de Caxias do Sul, Erechim, Gravataí, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Viamão. Além de Guaíba, a próxima Havan a ser inaugurada no estado será em Capão da Canoa, sem data prevista.

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Notícias

Advogado questionou as fotos sensuais da moça estuprada

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Imagens da audiência de Mariana Ferrer obtidas pelo site Intercept. (Foto: Intercept/Reprodução)
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Na audiência do processo em que o empresário André de Camargo Aranha foi absolvido da acusação de estupro de vulnerável, o advogado do réu, Cláudio Gastão da Rosa Filho, questionou as fotos sensuais da influencer Mariana Borges Ferreira — conhecida nas redes sociais como Mariana Ferrer —, afirmou que ela usava o caso para se promover no Instagram e disse que “jamais teria uma filha do seu nível”. Nesses momentos, o juiz Rudson Marcos fez intervenções tímidas. E Mariana Ferrer disse que existiria uma máfia que vende a virgindade de mulheres e que Aranha integraria esse grupo.

No começo da sessão, Mariana conta que está acompanhada de um advogado da família — que não está constituído no processo, em que ela é representada por um defensor público. Rosa Filho então informa que irá enviar “um fiscal nosso” para acompanhar o ato. “Gostaria então, doutor Gastão, que tivesse sido acompanhado os dois pedidos de prisão do André de Camargo Aranha, que ele estava foragido”, rebate a influencer, se referindo ao fato de ter sido decretada prisão preventiva do acusado — na segunda instância, essa determinação foi revertida. O juiz Rudson Marcos interrompe. “Deu, deu, deu…”.

Em certo momento, Rosa Filho mostra a Mariana uma foto em que ela está com o dedo na boca e pergunta se a imagem foi manipulada. A influencer mostra duas versões de uma outra foto, em que ela está de costas. Em uma das versões, ela está com a parte superior do biquíni; na outra, sem — Mariana diz então que excluíram a peça de propósito. O advogado repete a questão. Mariana, então, pede que ele “leia, por favor, o que está escrito” embaixo da imagem. “Eu não vou ler nada, eu vou te fazer uma pergunta. Eu não sou seu empregado, eu não vou ler”, declara Rosa Filho.

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O juiz Rudson Marcos mostra a foto no processo. A influencer destaca que tal imagem não foi adulterada, mas que as manipuladas não foram mostradas pelo advogado. Este apresenta outra imagem, em que ela está trajando regata e veste íntima rosas, e faz a mesma pergunta.

“Muito bonita, por sinal, o senhor disse, né? O que é assédio moral contra mim. O senhor tem idade para ser meu pai. Tem que se ater aos fatos”, critica Mariana Ferrer. “Eu jamais teria uma filha do seu nível. Graças a Deus. E também peço a Deus que meu filho não encontre uma mulher que nem você”, rebate Rosa Filho.

Nesse momento, o defensor público que representa a influencer afirma ao juiz que “não dá para a gente continuar dessa forma”. Rudson Marcos informa que, “se continuar assim”, terá que suspender a audiência. O promotor Thiago Carriço de Oliveira permanece quieto.

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o levantamento do sigilo do vídeo da audiência com o fundamento de que a gravação divulgada pelo site The Intercept Brasil foi editada para excluir as intervenções feitas pelo promotor e pelo juiz em favor de Mariana.

O advogado opina que a influencer quer criar polêmica. “O que acontece é claro. Ela não quer esclarecer nada. Ela não quer que isso termine. Ela quer curtir no Instagram. Ela vive disso, dessa farsa que ela montou”. “Doutor Gastão, vamos às perguntas objetivamente”, pede o julgador em seguida.

Depois o advogado questiona Mariana acerca de quem a teria dopado. Ela responde que podem ter sido suas amigas. Rosa Filho pergunta por que elas fariam isso e se as garotas queriam vender a virgindade dela. Mariana afirma que há organizações criminosas que intermedeiam a prática.

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Depois o criminalista questiona por que ela não apresenta as provas que diz ter, como o vestido que usou naquela noite. A influencer começa a chorar e balbuciar. Porém, o advogado logo a interrompe: “Isso não é explicação. Não adianta vir com esse choro dissimulado, falso, e essas lágrimas de crocodilo”.

O juiz sugere que Mariana Ferrer faça uma pausa para se recompor. E pede a ela e a Rosa Filho que mantenham um “nível bom” na audiência, além de que a interrogada seja objetiva em suas respostas.

Mais adiante, a influencer afirma que há uma máfia que vende a virgindade de mulheres e declara que Aranha integra o grupo. O advogado pergunta onde estão as provas da existência dessa máfia. Ela destaca que o Café de La Musique respondeu a processos por organização criminosa. “Inclusive, o doutor era advogado deles, né?”, questiona.

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