Quimioterapia por spray é a nova esperança no tratamento de cancro

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Hospitais franceses estão a testar um novo tratamento para cancro do estômago. A técnica desenvolvida em 2013 está agora a ser testada, mas os resultados são promissores.

“A quimioterapia clássica era horrível… mas com este tratamento, sinto esperança“, disse o pensionista francês Jacques Braud, que está a tratar um cancro no estômago através de um nova terapia que é dispersa por aerossol. Está a ser tratado no Hospital Georges-François Leclerc, que é um dos sete centros hospitalares a testarem este novo tratamento inovador.

O tratamento por aerossóis tem menos efeitos secundários e tem sido uma verdadeira lufada de ar fresco para alguns pacientes. Tradicionalmente, a medicação é injetava na corrente sanguínea dos doentes oncológicos, mas neste tratamento, o Raw Story explica que é usada uma espécie de spray.

O tratamento chamado quimioterapia com aerossol intraperitoneal pressurizado, ou então PIPAC, é feito com o paciente anestesiado. De seguida, é feita uma pequena incisão na parede abdominal e a quimioterapia é feita através da aplicação de um aerossol.

“Evita a perda de apetite e os danos aos nervos periféricos ou às células vermelhas e brancas do sangue”, explica David Orry, que dirige o departamento de cirurgia oncológica do hospital gaulês. Na quimioterapia tradicional, as complicações com os efeitos secundários podem levar a que o tratamento seja interrompido.

Braud diz que com este novo método não sentiu qualquer efeito secundário negativo, ao contrário do que sentia quando fazia quimioterapia antes do PIPAC.

Por enquanto, o tratamento só é destinado a cancros ginecológicos e digestivos. Isto porque é um pré-requisito necessário criar artificialmente uma cavidade através da injeção de ar. Depois de administrado o spray, o produto é extraído meia hora depois através de uma bomba de ar e as incisões são fechadas.

A eficácia do PIPAC ainda não foi testada em grande escala, mas tendo em conta os resultados iniciais, o oncologista François Ghiringhelli diz que oferece uma perspetiva bastante animadora para o futuro. Os preços são também bastante acessíveis, com cada operação a custar apenas dois mil euros ao hospital.

“Amanhã poderíamos usar esta técnica em pacientes que estão menos gravemente doentes e obter bons resultados curativos, até mesmo resultados preventivos“, confessou Orry. Contudo, admite que, por enquanto, é melhor serem “prudentes” e não vender o tratamento como uma “cura milagrosa”.

A Braud apenas lhe foram dados mais dois anos de vida. Sem nunca perder a esperança, aceitou participar no tratamento. “Com o PIPAC, eu tenho esperança”, disse com um sorriso.

ZAP //

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