Psicóloga Néia Martins ensina como lidar com a timidez das crianças

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A especialista explica que nem sempre a timidez deva ser encarada como um problema, pois pode ser parte da individualidade da criança

Um assunto que traz preocupação aos pais é a timidez de seus filhos.

Principalmente quando param para comparar seus pequenos aos coleguinhas, em que os tipos de personalidades são os mais diversificados possíveis.

De acordo com a psicóloga Néia Martins, nem todas as crianças precisam ser ou são extrovertidas, estas são questões muito subjetivas.

Existem crianças caladas e que são felizes, que conseguem de um jeito peculiar ser socializar tranquilamente com os coleguinhas.

A dificuldade está na criança que, por ser extremamente tímida, não consegue ser ou fazer determinada coisa, deixando a timidez tomar conta ao ponto dessa grande interferência em sua socialização.

Assim, faz com que ela não consiga se expressar, cumprimentar pessoas ou pedir ajuda, falar na frente de alguém se torna um pesadelo, ou seja, o que é em excesso se torna prejudicial no desenvolvimento da criança.

Isso tende ao isolamento, podendo desenvolver baixa autoestima e timidez no desenvolvimento socioemocional.

A afinidade com a família pode ser muito boa para contribuir no desenvolvimento e na formação dos conceitos, bem como no desempenho escolar.

A escola é um local efetivo na aquisição de habilidades sociais, porém, tanto os pais quanto os professores precisam ser cuidadosos com o que a criança está desenvolvendo nos relacionamentos com os colegas, a fim de obter sucesso em sua socialização.

4 dicas para lidar com a timidez da criança

  1. Se a criança não se sente bem, não quer fazer parte do grupo alegando não conseguir, não querer e até chorar por conta disso, não deve ser obrigada a fazê-lo, pois poderá vir a desenvolver no futuro diversos tipos de transtornos ou dificuldades emocionais;
  2. A maneira específica que a criança tem de se comportar, agir e sentir, apenas pode ser compreendida através de uma interação constituída com os adultos, a qual se estabelece conforme condições práticas da família e a convivência;
  3. Os pais têm dificuldade de como agir frente aos caprichos das crianças. O importante é não ceder às manipulações que a criança faz, como choros, pedidos de ajuda e reclamações de possíveis desconfortos. O ideal seria disciplinar a criança se abaixando até sua altura para conversar para que a criança compreenda o que quer, ou não quer, ciente da importância de esse querer;
  4. Quando há diálogo, conversa, intimidade, carinho e confiança, a situação é mais leve, pois o amor entre adultos e crianças, pais e filhos é o alicerce do amor-próprio, da autoestima. Assim, se a criança ouvir e entender sobre a importância do que está sendo pedido para que ela faça, seu futuro com certeza será promissor.

Néia Martins é psicóloga, neuropsicóloga e coautora do livro “Autoamor – Um caminho para a regulação emocional e autoestima feminina” – Saiba mais em @neiamartinspsico.

 

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