Policiais civis paralisam por dois dias contra mudanças no plano de carreira dos servidores no RS

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Em Porto Alegre, policiais estão concentrados em frente ao Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga. — Foto: Fernanda Carvalho/RBS TV

Pacote de medidas do governo gaúcho será encaminhado para a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (13). Segundo a categoria, mudanças afetam as regras da aposentadoria, aumentam a contribuição para a previdência e reduzem os salários.

Os policiais civis do Rio Grande do Sul iniciaram uma paralisação nesta quarta-feira (13). Segundo o Sindicato dos Agentes de Polícia do RS (Ugeirm), a manifestação deve durar dois dias. Na Capital, os agentes estão concentrados em frente ao Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga.

Somente casos graves, como homicídios, Lei Maria da Penha, estupros e envolvendo crianças serão atendidos. Prisões em flagrante vão passar pela análise de um delegado para ser feito o registro da ocorrência. Os cartórios não vão funcionar, inquéritos não serão abertos, nem remetidos ao Judiciário enquanto a paralisação estiver acontecendo.

De acordo com o Ugeirm, os policiais são contra as mudanças propostas, pelo governo do estado, na carreira dos servidores públicos. O pacote de medidas será encaminhado para a Assembleia Legislativa nesta quarta.

Segundo a categoria, o pacote traz mudanças nas regras da aposentadoria e, também, prevê um aumento na contribuição para a previdência, reduzindo os salários.

Interior do estado

Em Santa Maria, na Região Central, os policiais estão concentrados em frente a uma delegacia na Rua dos Andradas. Nas demais delegacias, apenas 30% do efetivo mantém as atividades.

Os policiais civis também paralisaram em Erechim, no Norte do estado. Parte do efetivo se concentrou em frente a uma delegacia, enquanto o restante dos servidores se revesou para manter o atendimento mínimo das ocorrências consideradas de urgência.

Protesto no presídio

Segundo informações da Superintendência dos Serviços Penitenciários, os agentes do Presídio Feminino de Guaíba também paralisaram. Em protesto, eles estão impedindo a entrada de alimentos e de visitas na casa prisional durante esta quarta e quinta-feira (14).

Por G1 RS e RBS TV

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