Petrobras eleva preço médio do diesel em quase 4% na refinaria a partir desta terça

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O reajuste é o primeiro no diesel desde 13 de junho. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Petrobras elevará o preço médio do diesel em suas refinarias em R$ 0,0810 por litro a partir desta terça-feira (2), um reajuste de 3,9%, para um valor médio de R$ 2,1474 litro, enquanto o preço da gasolina segue inalterado, informou a estatal em seu site nesta segunda-feira (1º). As informações são do portal G1.

O reajuste é o primeiro no diesel desde 13 de junho, quando a empresa havia reduzido a cotação média em 4,6% e anunciado uma alteração em sua política de preços, que deixou de ter periodicidade definida para os reajustes.

A Petrobras tem afirmado que sua política é alinhada ao mercado internacional, acompanhando fatores como os valores do barril do Brent, referência global, e a taxa de câmbio.

A gasolina, por sua vez, segue com preço médio de R$ 1,7595 por litro, valor em vigência desde 11 de junho, quando os preços haviam sido reduzidos em 3%.

Petrobras deve lançar venda de mais 4 refinarias

A Petrobras deverá anunciar processo para a venda de mais quatro refinarias até o início de agosto, como parte de um plano bilionário para o desinvestimento de metade do seu parque de refino em até 24 meses, afirmou nesta segunda-feira (1º) o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

No total, a empresa – responsável por quase 100% da capacidade de refino do Brasil – planeja vender 8 das suas 13 refinarias, das quais quatro foram colocadas à venda na semana passada. A ideia é que apenas as refinarias no Rio e em São Paulo permaneçam sob a gestão da Petrobras.

“Existem interessados potenciais, mas vamos saber isso logo… Nós lançamos os ‘teasers’ de quatro refinarias e vamos ter uma primeira fase de ofertas não vinculantes, vamos ter empresas manifestando desejo”, disse Castello Branco, ao participar de evento do grupo Lide no Rio de Janeiro.

O executivo evitou fazer estimativas sobre os valores que podem ser levantados com o negócio, mas disse avaliar que as grandes petroleiras globais devem ficar de fora da disputa.

“Nós sabemos disso até por que elas (as petroleiras) reduziram, de 2005 a 2017, em 30% a capacidade de refino e venderam 89 refinarias no mundo, então isso não é novidade nenhuma”, afirmou o executivo.

“Mas existem outros ‘players’ que já demonstraram interesse superficial e agora vamos ver o interesse efetivo de compradores.”

Ele reforçou que o modelo de venda proposto visa evitar a criação de um monopólio privado no refino, com restrições para a compra de ativos por um mesmo grupo.

O plano para a venda de refinarias faz parte de um amplo pacote de desinvestimentos da Petrobras. Apesar de ter sido lançado há alguns anos, o programa tem ganho intensidade desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, que nomeou Castello Branco para o comando da petroleira.

A empresa busca focar cada vez mais seus esforços de investimentos em seus ativos essenciais, em águas profundas e ultra profundas, onde está o pré-sal.

Em meio a essa visão, a empresa pretende devolver concessões de gás no Uruguai, uma vez que os ativos têm exigido recorrentes aportes de capital, segundo o CEO.

Castello Branco disse também que a empresa mantém o interesse em vender sua participação na petroquímica Braskem , que segundo ele “é um investimento financeiro que não faz nenhum sentido” para a petroleira estatal.

Apesar das amplas vendas de ativos, o executivo reiterou que uma privatização da Petrobras como um todo “não está em discussão”.

A afirmação, feita a jornalistas, veio após um relatório de analistas do banco suíço UBS nesta segunda-feira que especula a possibilidade de privatização da Petrobras em meio a um esforço da equipe econômica para estabilizar a trajetória fiscal do País após a aprovação da reforma da Previdência.

“Nós acreditamos que o governo poderia anunciar um pacote significativo de privatizações para apoiar a estabilidade fiscal do País, o que poderia incluir a Petrobras”, escreveram os analistas.

O Sul

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