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Internacional

Paraguai confirma reabertura da Ponte da Amizade na fronteira com o Brasil

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© AP Photo / Jorge Saenz

O Paraguai reabrirá nesta quinta-feira (15), por algumas horas, a Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este a Foz do Iguaçu e estava fechada desde março por causa da COVID-19.

A confirmação foi feita nesta quarta-feira (14) pela diretora-geral de Migrações do governo paraguaio, Ángeles Arriola, que esteve presente na zona aduaneira de Ciudad del Este pela manhã.

“A ponte será reaberta amanhã [15] de 5h, sem mais trâmites, até as 14h, período em que se permitirá a entrada das pessoas que terão tempo para sair até a meia-noite”, disse Arriola, ao chegar a Ciudad del Este, segundo o jornal La Nación.

O acordo é para liberar a passagem dos cidadãos, mas haverá limitação, pois os mesmos somente poderão chegar até o quilômetro 30 da rodovia PY02.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Federico González, anunciou ontem (13), após uma reunião com o presidente Mario Abdo Benítez, que “provavelmente, nas próximas horas, se confirme a reabertura de outras cidades fronteiriças [com o Brasil], como Pedro Juan Caballero e Salto del Guairá”.

Já em relação à Argentina, González afirmou que as negociações sobre a reabertura das fronteiras ainda estão em curso.

O Paraguai registra um total de 51.197 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, das quais 1.108 morreram, de acordo com os últimos números divulgados pelo governo do país, enquanto no Brasil, mais de cinco milhões de pessoas foram infectadas e mais de 150 mil morreram de COVID-19, segundo o Ministério da Saúde.

//Sputniknews 

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Coronavírus

Unicef prepara estoque de 1 bilhão de seringas para futura vacina contra Covid-19

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Unicef/Patrick Brown Funcionária de sáude prepara vacina em assentamento de refugiados rohingya em Bangladesh

Chefe da agência diz que vacinar o mundo contra o novo coronavírus será um dos maiores empreendimentos da história da humanidade; vários parceiros trabalham para garantir segurança, rapidez e eficácia da cadeia de distribuição.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, vai reservar 520 milhões de seringas até o final do ano para garantir o abastecimento quando uma vacina contra a Covid-19 estiver pronta. Até 2021, o plano é chegar a 1 bilhão destes equipamentos.

Assim que as vacinas forem licenciadas, o mundo precisará de tantas seringas quantas doses de vacina. O objetivo é garantir que o tipo de equipamento chegue aos países antes das vacinas.

Cada dose de vacina precisa de uma seringa diferente, Unmiss/Tim McKulka

Preparação

Supondo que haja doses suficientes, o Unicef prevê a entrega de mais de 1 bilhão de seringas. Além disso, comprará 620 milhões para programas contra outras doenças, como o sarampo e febre tifoide.

Em comunicado, a diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “vacinar o mundo contra a Covid-19 será um dos maiores empreendimentos em massa da história da humanidade e é preciso agir tão rápido quanto a produção de vacinas.”

Segundo a chefe da agência, para isso acontecer, é preciso atuar agora. Para Fore,  as seringas “poderão ser enviadas de forma rápida e econômica.”

A agência está trabalhando com o seu parceiro Aliança Global de Vacinas, Gavi.

Distribuição

Além das seringas, o Unicef também está comprando 5 milhões de caixas de segurança para que os materiais possam ser descartados de maneira segura, evitando o risco de ferimentos e doenças transmitidas pelo sangue. Cada caixa contém 100 unidades.

Equipamentos de injeção têm vida útil de cinco anos. Os prazos de entrega também são longos, pois esses itens são volumosos e precisam ser transportados por frete marítimo.

As vacinas sensíveis ao calor são normalmente transportadas mais rapidamente por via aérea. Além de economizar tempo, a compra antecipada de seringas e caixas de segurança também reduz a pressão no mercado e previne picos iniciais de demanda.

Compra antecipada de seringas e caixas de segurança reduz a pressão no mercado e previne picos iniciais de demanda

Parceria

Como o principal coordenador de compras da Gavi, o Unicef já é o maior comprador individual de vacinas do mundo, adquirindo mais de 2 bilhões de doses de vacinas anualmente para imunização de rotina e resposta a surtos em nome de quase 100 países.

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Todos os anos, a agência fornece vacinas para quase metade das crianças do mundo, adquirindo e fornecendo entre 600 e 800 milhões de seringas para programas regulares de imunização. As vacinas contra a Covid-19 devem triplicar ou quadruplicar esse número.

Em comunicado, o diretor executivo da Gavi, Seth Berkley, lembrou que, ao longo de duas décadas, a Aliança Global de Vacinas ajudou mais de 822 milhões de crianças dos países mais vulneráveis ​​do mundo a ter acesso a vacinas essenciais.

Segundo ele, “isso não teria sido possível sem a parceria com o Unicef e é essa mesma colaboração que será fundamental para o trabalho da Gavi com o Covax.”

Segurança

Funcionário de saúde faz teste de Covid-19, Unicef Nepal

Para garantir que as vacinas sejam transportadas e armazenadas na temperatura certa, o Unicef e a OMS estão mapeando os equipamentos da cadeia de frio e a capacidade de armazenamento, tanto no setor privado quanto no público. Também estão preparando as orientações para os países receberem as vacinas.

Henrietta Fore disse que as agências estão “fazendo tudo o que podem para entregar esses suprimentos essenciais de forma eficiente, eficaz e na temperatura certa, como já fazem tão bem em todo o mundo.”

Mesmo antes da pandemia, com o apoio da Gavi e em parceria com a OMS, o Unicef estava atualizando o equipamento da rede de frio existente nas unidades de saúde dos países para garantir que as vacinas permaneçam seguras e eficazes durante toda a viagem.

Desde 2017, mais de 40 mil geladeiras de cadeia de frio foram instaladas em unidades de saúde, principalmente na África. Na maioria dos países, o Unicef promove tecnologias solares para ajudar a manter as cadeias de abastecimento.

No Sudão do Sul, por exemplo, o país menos eletrificado do mundo, onde as temperaturas frequentemente excedem 40 º C, mais de 700 unidades de saúde foram equipadas com geladeiras de energia solar, aproximadamente 50% das unidades de saúde do país.

Fonte: Nações Unidas

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Internacional

Noruega detecta novo tipo de coronavírus com capacidade de transmissão mais rápida

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© AFP 2020 / Stian Lysberg Solum / NTB Scanpix

O país do norte da Europa descobriu uma nova estirpe do SARS-CoV-2, tendo encontrado oito novos casos da doença e colocado em quarentena mil pessoas em Trondheim recentemente.

As autoridades sanitárias norueguesas detectaram uma nova mutação do coronavírus no município central de Trondheim, afirmou na segunda-feira (19) a médica-chefe local Tove Rosstad.

“Não sabemos de onde veio este vírus. Nenhum desses tipos de vírus foi visto antes na Noruega. Pesquisamos bancos de dados internacionais, mas também não encontramos esse tipo lá”, revelou Rosstad à emissora NRK.

De acordo com a funcionária de saúde, as autoridades sanitárias norueguesas concluíram que o vírus sofreu mutações após começar a se comportar de forma diferente e a infectar as pessoas mais rapidamente do que antes. Rosstad acredita que o número de novos casos só vai crescer à medida que o número de testes aumenta.

Durante o fim de semana foram registrados em Trondheim oito novos pacientes com COVID-19 leve, sete dos quais correspondendo a jovens de mais de 20 anos.

A emissora disse que cerca de mil pessoas haviam sido colocadas em quarentena em Trondheim na semana passada, incluindo 800 que visitaram um clube noturno nos subúrbios. No entanto, as autoridades locais afirmaram que a situação continua sob controle.

Na segunda-feira (19), o número de casos de COVID-19 na Noruega chegou a 16.456, incluindo 278 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA.

//Sputniknews

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Internacional

Ao tentar desativar uma bomba imensa a Marinha da Polônia acidentalmente a explode

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Pierre J. / Flickr

Uma enorme bomba da Segunda Guerra Mundial explodiu durante uma delicada operação na terça-feira para desativar o dispositivo de cinco toneladas em um canal perto do Mar Báltico, mas ninguém foi ferido, afirmaram autoridades polonesas.

O dispositivo — apelidado de “Tallboy” e também conhecido como “bomba terremoto” — foi lançado pela Força Aérea Real em um ataque a um navio de guerra nazista em 1945.

A bomba foi encontrada no ano passado a uma profundidade de 12 metros com apenas o nariz para fora durante a dragagem do canal perto da cidade portuária de Swinoujscie, no noroeste da Polônia.

Com mais de seis metros de comprimento, ele carregava 2,4 toneladas de explosivos, o equivalente a cerca de 3,6 toneladas de TNT.

A Marinha polonesa havia afirmado anteriormente ter descartado a idéia tradicional de uma explosão controlada por medo de destruir uma ponte localizada a cerca de 500 metros de distância (que aparece a esquerda em alguns quadros do vídeo).

Em vez disso, a marinha planejou usar uma técnica conhecida como deflagração de queima de explosiva sem causar uma detonação, usando um dispositivo que perfura a superfície da bomba e inicia a combustão, tudo através de controle remoto.

Mas no fim das contas “o processo de deflagração se transformou em detonação”, afirmou Grzegorz Lewandowski, porta-voz da 8ª Flotilha de Defesa Costeira da Marinha polonesa com base em Swinoujscie.

“Não houve risco para os indivíduos diretamente envolvidos”, afirmou, acrescentando que a bomba “pode ser considerada neutralizada”.

Não houve relatos de ferimentos durante a operação ou danos a propriedades.

Centenas de pessoas evacuadas

Antes do início da operação esta semana, Lewandowski disse que era “um trabalho muito delicado”, acrescentando que “a menor vibração poderia detonar a bomba”.

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Cerca de 750 residentes locais foram previamente removidos de uma área de 2,5 quilômetros quadrados ao redor da bomba, embora alguns tenham dito que não sairiam.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Swinoujscie — na época Swinemuende, denominada parte da Alemanha — era a sede de uma das bases navais mais importantes da marinha da alemã e sofreu enormes bombardeios.

Em 16 de abril de 1945, a RAF (Força Aérea Real, da Inglaterra) enviou 18 bombardeiros Lancaster do 617º Esquadrão, conhecidos como “Dambusters”. 12 Tallboys foram usadas no ataque, incluindo aquele que não explodiu na época.

Tallboys foram projetados para explodir no subsolo próximo a um alvo, provocando ondas de choque que causariam ainda mais destruição.

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