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Internacional

Papa defende união civil entre homossexuais em documentário

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"São filhos de Deus e têm direito a uma família", afirmou o papa. Foto: Divulgação/Vaticano
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O papa Francisco defende, no filme “Francesco”, que entrou em cartaz nesta quarta-feira (21) na Itália, que os homossexuais sejam protegidos por leis de união civil.

“As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”, diz ele no documentário.

“O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados. Eu defendi isso”, ele afirmou.

É a primeira vez que o papa se pronuncia abertamente em favor da união civil homossexual. Francisco já havia pregado o respeito aos gays, mas até então dizia que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não está “no desenho de Deus”.

Em 2010, ainda arcebispo de Buenos Aires, Francisco se opôs publicamente aos esforços para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina. No ambiente privado, no entanto, ele aprovaria a ideia.

Segundo um texto de 2014, o então cardeal Jorge Mario Bergoglio chegou a dizer que estava aberto a aceitar a união civil como uma alternativa ao casamento entre pessoas do mesmo gênero.

Ele seria contra o “casamento gay”, mas concordaria que pessoas em união estável têm direitos.

O filme foi exibido no Festival de Roma nesta quarta-feira e, no domingo (25), deve passar nos Estados Unidosdurante o Savannah Film Festival. O filme aborda temas como a pandemia, racismo e abuso sexual, além de assuntos de geopolítica.

O jornal argentino “La Nación” adiantou que o filme apresenta um italiano gay, que vive em Roma, com três filhos. Ele teria escrito ao papa pedindo para enviar as crianças à paróquia, mas que tinha receio de que fossem discriminadas. O papa teria incentivado o homem a enviar as crianças, sem fazer julgamentos em relação à família formada por pais gays.

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O Sul

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Internacional

Guterres pede mais cooperação entre ONU e União Africana no Conselho de Segurança

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Foto ONU/Harandane Dicko
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Encontro desta sexta-feira debateu parceria entre duas organizações; secretário-geral destacou exemplos de sucesso na Somália e República Centro-Africana, mas disse que é preciso fazer mais; nova iniciativa deve ajudar Moçambique no combate ao terrorismo.

A cooperação entre a União Africana e as Nações Unidas foi o tema de um encontro esta sexta-feira no Conselho de Segurança.

Participaram no debate o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, país que preside o Conselho no mês de dezembro, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahat, e o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Tropas de paz da Missão das Nações Unidas na RD Congo, Monusco, patrulham Ituri, Monusco

Cooperação

Em seu discurso, o chefe da ONU disse que a cooperação entre as duas organizações “nunca foi tão forte.”

António Guterres destacou o Quadro Comum para a Paz e Segurança e o Quadro Comum para a implementação da Agenda 2063 e da Agenda 2030, adotados em 2018.

Segundo ele, esta parceria “está profundamente enraizada nos princípios de complementaridade e respeito e na certeza de que nenhuma organização ou Estado pode superar sozinho os problemas do nosso tempo.”

O chefe da ONU disse que os chefes de Estado e de Governo africanos têm uma visão convincente para a paz e a segurança, através da iniciativa “Silencie as armas”, que as Nações Unidas têm apoiado de várias formas.

Exemplos

Guterres destacou ainda as missões políticas especiais e de manutenção da paz da ONU, afirmando que têm produzido resultados em vários países.

O secretário-geral deu o exemplo da Líbia, onde as partes em conflito assinaram um acordo de cessar-fogo sob os auspícios das Nações Unidas e as negociações políticas foram retomadas.

Boinas-azuis do Senegal em exercícios da Minusma, by Foto ONU/Gema Cortes

Na República Centro-Africana, a ONU apoia o estabelecimento da Missão de Observação Militar da União Africana e a implementação do Acordo de Paz. No Sudão do Sul, o cessar-fogo está sendo cumprido em grande parte e existe uma melhoria da estabilidade política gerando “um otimismo cauteloso.”

Leia também:  Portugal declara estado de emergência para combater o coronavírus

No Sudão, um novo acordo de paz entre o governo e os movimentos armados é o culminar de um ano de conversações e na Somália a ONU e a UA apoiam a preparação das novas eleições.

As duas organizações também trabalharam com a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, antes e depois das eleições na Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, na Guiné Equatorial e facilitaram a transição de poder no Mali.

Desafios

António Guterres afirmou, no entanto, que “apesar desses passos positivos, os desafios são grandes.”

Ele disse que novos conflitos estão surgindo, a emergência climática é violenta e a pandemia de Covid-19 está exacerbando as fragilidades, afetando desproporcionalmente as mulheres e os mais vulneráveis.

Como em outras partes do mundo, “a confiança nas instituições públicas está diminuindo, o espaço cívico sendo restringido e as minorias sofrendo ameaças crescentes.”

Na capital de Cabo Delgado, grupo de deslocados devido a atividade terrorista, OIM/Matteo Theubet

Além disso, grupos terroristas e extremistas violentos estão explorando a incerteza criada pela pandemia, como acontece no Sahel e na bacia do Lago Chade. Nessa área do combate ao terrorismo, Guterres deu o exemplo de uma iniciativa em Moçambique.

O Escritório de Contraterrorismo da ONU está trabalhando com o Centro Africano para Estudos e Pesquisa sobre Terrorismo “para desenvolver opções como parte de um conjunto de projetos interagências da ONU para ajudar Moçambique.”

Futuro

Apesar desses esforços, Guterres diz que “é preciso fazer mais.”

O secretário-geral fez várias propostas para reforçar a parceria, como maior institucionalização da cooperação em todos os níveis, assegurar a previsibilidade do financiamento das operações de paz da União Africana e fazer mais para engajar mulheres e jovens.

No ano em que a ONU comemora seu 75º aniversário, o chefe da organização disse que a organização está fazendo “uma profunda reflexão sobre a melhor forma de avançar a agenda comum”. Ele disse que conta com a União Africana “para ajudar a mostrar o caminho.”

Fonte: Nações Unidas

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Esporte

Médico de Maradona é investigado pela morte do astro argentino

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Maradona, com o médico Leopoldo Duque, em 11 de novembro.- / AFP
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Casa e a clínica de Leopoldo Duque foram revistadas a pedido da Promotoria

 

A Justiça argentina está investigando o complexo processo que levou à morte de Diego Maradona, e neste fim de semana colocou a lupa em seu último médico pessoal, Leopoldo Luque, de quem foi feito o primeiro réu em um processo que tramita provisoriamente como de homicídio culposo. Em busca de supostas irregularidades, o Ministério Público foi na manhã deste domingo ao endereço e ao consultório de Luque, um jovem médico de 39 anos que em 2018 começou a tratar Maradona e reaiizou a última cirurgia a que o ex-jogador foi submetido, um edema cerebral no início do mês. Há poucos dias, em meio a seus distúrbios de saúde, Maradona havia batido com a cabeça no chão de sua casa.

Luque, um neurocirurgião com excelente reputação entre muitos de seus colegas, ficou surpreso com a decisão do tribunal. Colegas de trabalho explicaram que ele está “emocionalmente devastado”. Segundo seus últimos ajudantes, Maradona era um paciente difícil de tratar, pouco dócil às decisões médicas e com um histórico clínico que incluía múltiplas e graves complicações em seu corpo desgastado.

A última foto publicada de Maradona, abraçando Luque e com um curativo na cabeça após a operação, foi postada nas redes sociais pelo próprio médico 10 dias antes da morte do jogador de futebol, no dia 14 de novembro. Parte da família do ídolo mostrou seu desgosto com Luque, que desde então teria perdido o controle total que tinha sobre o dia a dia médico de Maradona, embora na quinta-feira, 16, ele o tenha visitado em casa para tirar os pontos da operação.

Entre 11 e 25 de novembro, após receber alta da clínica e ser internado no que deveria ser um lar, Maradona morou com duas enfermeiras 24 horas por dia. O gerente do turno noturno verificou às seis da manhã da última quarta-feira, quando seu turno de trabalho terminou, se o ex-jogador ainda respirava.

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O outro profissional de saúde mentiu em sua primeira declaração perante o tribunal, quando assegurou ter ouvido Maradona se levantar no meio da manhã para urinar. O craque, conforme constatado pela Justiça, morreu durante o sono de uma insuficiência cardíaca que gerou um edema agudo de pulmão, embora a hora exata ainda não seja conhecida.

A ausência de sinais vitais no ídolo foi descoberta pela psiquiatra e pelo psicólogo, que chegaram à casa de Tigre, ao norte da Grande Buenos Aires, às onze da manhã. Diante do alerta da dramática situação, Luque chegou ao local poucos minutos depois e avisou após o meio-dia que um paciente de 60 anos havia morrido. Ele não disse quem era.

Um dos enfermeiros declarou à Justiça que o último encontro entre Maradona e Luque terminou com uma forte discussão e um empurrão do ex-jogador de futebol no médico, embora ao mesmo tempo relativizasse essa situação: costumava ser relutante com os médicos e assistentes de saúde, muitos às vezes com episódios violentos. “Falei com o Diego no fim de semana e ele me disse: ‘Eles me trancaram aqui, eu quero sair”, disse Hugo, um de seus irmãos.

Por sua vez, as enfermeiras explicaram aos promotores que não haviam conseguido entrar no quarto de Maradona e que lhe passavam os comprimidos prescritos pelas auxiliares. Segundo os investigadores, essa falta de verificação exata de quais medicamentos o paciente estava tomando e quando não pode marcar uma suposta irregularidade na permanência no domicílio. Assim, o caso, que havia sido iniciado como uma “investigação das causas da morte”, foi provisoriamente elevado à categoria de homicídio culposo. Nas próximas horas, os resultados toxicológicos no sangue e na urina serão conhecidos.

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Fonte: El País

 

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Internacional

Mais de 500 pescadores contraem doença de pele misteriosa no Senegal

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© REUTERS / Sylvain Cherkaoui
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Mais de 500 pescadores foram infectados por um doença de pele misteriosa no Senegal após retornarem do mar, informou um oficial sênior de Saúde do governo nesta quinta-feira (19).

Os homens, que vêm de diversas cidade pesqueiras nos arredores de Dakar, a capital do Senegal, foram colocados em quarentena para tratamento, informou Ousmane Gueye, diretor nacional de Informação e Educação em Saúde, segundo a agência Reuters.

“É uma dermatite associada a uma doença infecciosa“, disse Gueye à Reuters. “Estamos investigando e esperamos descobrir logo o que é”, acrescentou.

Um relatório do Ministério da Saúde do país africano datado de 17 de novembro relata que os homens “tinham lesões na face, nas extremidades e, em alguns deles, nos genitais”. O documento acrescenta que os homens também estavam sentindo dores de cabeça e apresentavam febre baixa.

Segundo o relatório, uma investigação preliminar mostrou que o primeiro caso foi reportado em 12 de novembro. Um jovem de 20 anos apresentou sintomas como erupção vesicular não generalizada, inchaço da face, lábios secos e vermelhidão nos olhos.

Algumas imagens difundidas através da redes sociais mostram homens com lábios inchados e com bolhas e grandes erupções cutâneas nas mãos, segundo a Reuters.

De acordo com Gueye, a Marinha do Senegal será enviada ao local para coletar amostras de água para serem analisadas.

//Sputniknews

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