O ator Arnold Schwarzenegger, com cabelos brancos, revive o Exterminador do Futuro

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'Destino Sombrio' tenta repetir sucesso dos anos 1990. (Foto: Divulgação)

Três meses antes de começar a filmar “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”, o ator Arnold Schwarzenegger foi internado em um hospital em Los Angeles para uma cirurgia no coração.

A substituição de uma antiga válvula marcou a terceira intervenção no órgão do astro, operado pela primeira vez em 1997. Em vez de adiar as filmagens ou simplesmente cancelar a sua participação na sequência, Schwarzenegger viu no obstáculo como uma oportunidade de recuperação rápida.

“O filme me deu um propósito”, diz o ator que governou a Califórnia entre os anos de 2003 e 2011.

“Acordei 18 horas depois de entrar no quarto e tinham aberto meu peito. Se quisesse chegar ao primeiro dia de filmagens em forma, o que precisaria fazer? Então, criei um programa de treinamento para sair o mais rápido possível do hospital e começar a reabilitação e os exercícios. Se existe a força de vontade, o corpo responde.”

“Destino Sombrio”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (31), começou a ser filmado em junho de 2018.

Mas a trajetória da produção começou antes, ainda em 2015, depois de o quinto filme da franquia cinematográfica, “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, não ter conseguido render o esperado pelo estúdio e quase ter decretado a morte da saga.

Os novos donos dos direitos, os irmãos milionários Megan e David Ellison, decidiram que só fariam um novo longa caso James Cameron retornasse à produção ao lado dos protagonistas dos primeiros filmes, Schwarzenegger e Linda Hamilton.

O desejo era esquecer todos os longas realizados depois de “O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final” (1991) e criar uma continuação direta daquele filme, simplificando a trama sobre um robô (Schwarzenegger) enviado do futuro para matar o filho de Sarah Connor (Hamilton), que um dia seria o líder da rebelião humana contra o domínio das máquinas.

O problema é que Linda Hamilton sempre se mostrou contrária a sequências, por considerar o arco completo, e já se encontrava numa espécie de aposentadoria.

“Não me importo com o que o mundo quer, Sarah é uma personagem muito difícil de interpretar, uma mulher que vive no inferno. Nunca a enxerguei como um ícone, então precisei pensar muito se gostaria de visitar aquele inferno novamente”, explica a atriz de 63 anos. “E o filme precisaria ser bom, senão pareceria um caça-níquel vergonhoso de uma atriz em processo de envelhecimento.”

Foi quando o estúdio conseguiu o diretor Tim Miller (de “Deadpool”) e a presença de James Cameron também no roteiro — reescrito diversas vezes ao longo desses três anos.

“Jim [Cameron] conversou comigo ainda sem o roteiro completo e explicou suas intenções. Foi quando notei como seria interessante fazer uma Sarah mais velha, como certos acontecimentos impactaram sua vida. Tanto que pedi para pintar meu cabelo de branco. Queria que as pessoas vissem de cara o que esperar daquela mulher”, diz Hamilton.

Schwarzenegger, que esteve em quatro dos cinco filmes da série, foi facilmente convencido a estrelar a continuação.

“Cameron achou que seria bom ter o velho time de volta para criar uma nova história mais interessante. Senti que gostaria de fazer algo de sucesso, então pulei no projeto”, conta o astro, que retorna como um T-800 sem missão nesta realidade em que as máquinas não dominaram o mundo como a trama original mostrava. “Ainda sou um organismo cibernético, mesmo modelo. Sou uma máquina”, brinca.

“Destino Sombrio” é um exemplar do que chamam em Hollywood de “requência”, uma refilmagem disfarçada de sequência. A trama se volta para uma garota mexicana (Natalia Reyes) que passa a ser perseguida por um robô parte líquido, parte metal sólido chamado Rev-9 (Gabriel Luna). Sua única proteção é Grace (Mackenzie Davis), uma híbrida de humana e máquina enviada do futuro para garantir a sobrevivência da menina.

Sarah Connor, única a se lembrar do apocalipse que nunca existiu, termina ajudando as duas ao lado do T-800 de Schwarzenegger, que vive disfarçado como marido e pai adotivo em uma casa no meio do nada.

“É um passar de bastão. Eu estava ali para garantir que a interação entre as três mulheres saísse como música e não fosse algo forçado”, resume Hamilton, que protagoniza as melhores cenas ao lado de Schwarzenegger e dá alma a um filme com poucas surpresas.

“Jim não estava por perto por causa de ‘Avatar’, mas amei ver Arnold novamente. Tenho grande carinho e amor por ele e não sabia disso até vê-lo novamente. Não tínhamos contato desde que ele virou governador. E você não telefona do nada para o governador”, diz.

Já o ator e republicano prefere exaltar o aceno da franquia à América Latina, já que Reyes é colombiana e pode assumir a série, caso as bilheterias permitam.

“Não é coincidência ter um elenco internacional, porque esse é o mundo real. Antigamente, você só tinha protagonistas americanos. Se bem que ainda não há austríacos suficientes e o nosso presidente ainda me mandou voltar para casa”, brinca o ator austro-americano, adversário notório do presidente Donald Trump.

“Não levo para o lado pessoal, apenas o ataco de volta. Quando ele diz que morri, falo que não e peço para ele revelar o seu imposto de renda. Isso o envergonha”, explica Schwarzenegger. “Trump, de vez em quando, não pensa no que fala. Ele é presidente, mas ainda acha que é Donald Trump. Esse é o problema dele.”

Fonte: O Sul

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