“Mais poderoso do que qualquer ataque terrorista”. Coronavírus já fez 1.113 mortos

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Luca Zennaro / EPA

O número de mortos na China continental devido ao novo coronavírus aumentou para 1.113, informou esta terça-feira à noite a Comissão Nacional de Saúde chinesa. De acordo com as autoridades de saúde de Pequim o número total de mortos nas últimas 24 horas é de 97.

O número total de casos confirmados é de 44.653, dos quais 2.015 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês. As autoridades chinesas acrescentaram ainda que 451.462 pacientes foram acompanhados por terem tido contacto próximo com os infetados, dos quais 185.037 ainda estão sob observação.

O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta também o território de Macau – com nove casos – e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.

 

O diretor-geral da agência de saúde das Nações Unidas adverte que a primeira vacina para o vírus, entretanto batizado como COVID-19, só estará pronta daqui a um ano e meio. Um especialista da OMS em emergências de saúde advertiu que o vírus tem potencial para se espalhar mais rapidamente do que o ébola ou a SARS.

O coronavírus é “o pior inimigo que se pode imaginar” e representa uma ameaça global maior do que o terrorismo, alertou ainda a OMS.

Esta terça-feira registou-se ainda o número mais baixo de novos casos confirmados desde o início de fevereiro, além de ter sido a primeira vez que Hubei reportou menos de dois mil novos casos diários desde 2 de fevereiro, de acordo com o jornal chinês South China Morning Post.

Em Portugal, todos os seis casos suspeitos revelaram-se negativos.

Número de infetados em cruzeiro sobe para 174

O número de infetados com o novo coronavírus a bordo do cruzeiro Diamond Princess subiu para 174, segundo informações avançadas pelo Governo japonês, que mantém os passageiros e tripulantes em quarentena no barco atracado ao largo do país.

Há mais de uma semana que cerca de 3.600 pessoas estão em quarentena a bordo do navio por decisão do Governo japonês que pretende assim evitar novas infeções no país.

Os últimos números davam conta de 135 pessoas infetadas a bordo. Mas, entretanto, foram identificados 39 novos casos de contaminação, segundo dados avançados pelo ministro japonês da Saúde e citados pela agência de notícias France-Presse. Segundo o governante, um dos responsáveis pelas operações de quarentena também ficou infetado pelo vírus.

Na terça-feira, o Governo do Japão anunciou que ia permitir que os passageiros mais velhos e pessoas que sofrem de doenças crónicas pudessem deixar o cruzeiro em quarentena no porto de Yokohoma, Japão. Cerca de 80% dos 2.666 passageiros têm mais de 60 anos de idade e mais de 200 passageiros têm 80 anos ou mais.

Presidiários em quarentena no Reino Unido

Dois homens estão em quarentena no estabelecimento prisional de Bullingdon, em Bicester, a cerca de 100 quilómetros a norte de Londres depois de um deles ter desmaiado na cela por dificuldades em respirar.

Há suspeitas de que estejam infetados com o coronavírus. Ambos os homens fizeram análises mas, até ao momento, ainda não se sabe quais os resultados. Neste momento, estão isolados dentro de celas numa área da prisão cujo acesso está restringido por motivos de segurança.

Um deles foi recentemente transferido de uma prisão tailandesa, onde há 32 pessoas infetadas com o vírus, de acordo com a emissora britânica Sky News.

De acordo com a informação disponibilizada pelo site da Justiça britânica, o estabelecimento prisional de Bullingdon tem capacidade para 1.114 presidiários e recebe quem está ainda detido preventivamente, quem já está a cumprir pena e jovens entre os 18 e 21 anos que também foram condenados.

Apesar das suspeitas, a prisão continua em funcionamento.

ZAP // Lusa

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