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Grupo empresarial que adquiriu a CEEE-Distribuidora apresenta plano de investimentos no Rio Grande do Sul

Em audiência pública nesta quinta-feira (23), a direção do Grupo Equatorial Energia CEEE-D (que adquiriu em julho o braço de distribuição da estatal gaúcha) conversou com integrantes da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa. Na pauta estava a apresentação de um “Plano de 100 dias” para o Rio Grande do Sul.

 

O presidente do conglomerado, Maurício Velloso, detalhou o perfil, trajetória e planos no País, bem como investimentos de curto, médio e longo prazos que pretende realizar no Estado. “A entrada na CEEE foi muito importante para o Grupo Equatorial, porque pudemos diversificar o nosso portfólio, saindo um pouco das regiões Norte e Nordeste”, contextualizou.

Conforme o executivo, o Rio Grande do Sul também ganha com isso, especialmente nas áreas de tecnologia e inovação. Ele disse, ainda, que os recursos que também virão por meio do ganho de eficiência, algo que a CEEE não usufruiu, por incapacidade de fluxo de caixa:

“Para se ter uma ideia, durante a pandemia, a Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel] está capturando todos esses recursos que não foram utilizados a tempo, e eles voltam para motricidade tarifária. Teríamos que devolver cerca de R$ 200 milhões que poderiam estar sendo utilizados em benefício do consumidor gaúcho”.

 

Porém, alguns benefícios haviam sido imediatos, segundo ele, a partir da aquisição da empresa pelo grupo, como o pagamento em dia do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“É importante entendermos a situação em que encontramos a companhia”, situou. “Havia um endividamento que beirava R$ 8 bilhões. A estatal estava há vários anos sem pagar ICMS, em uma situação extremamente delicada, tanto que a Aneel começou a abrir o processo de caducidade da concessão, suspenso pelo processo de mudança do controle acionário. Então, é uma companhia que precisa de cuidados e investimentos, com alto índice de despesa operacional”.

 

Quanto à qualidade do fornecimento de energia, medido por indicadores como tempo médio e frequência com que o consumidor ficava sem energia, ele disse que o Estado ocupa hoje o último lugar no ranking da Aneel, posição que já havia sido ocupada pelo Pará, antes de a própria Equatorial passar a atuar na Região Norte:

O que vem por aí

Por fim, o superintendente técnico Júlio Elói Hofer mencionou as obras em andamento no Rio Grande do Sul:

– Nova subestação na zona norte de Porto Alegre, atendendo a 120 mil pessoas, com investimentos de R$ 18,8 milhões e previsão de conclusão em 2022;

– Subestação Salso, em Santa Vitória do Palmar e Chuí, atendendo a 36 mil pessoas, com investimentos de R$ 8,5 milhões, também com previsão de término em 2022;

– Área central de Porto alegre, com 80% da obra já executada, a ser finalizada em outubro deste ano;

– Obras em Tramandaí, a ser concluída em outubro, e Torres, a ser concluída em dezembro, com investimentos de R$ 407 mil e R$ 1,89 milhão, respectivamente;

– Obras em Atlântida Sul, com conclusão prevista para novembro e investimentos de R$ 233 mil;

– Obras em Dom Pedrito, com conclusão prevista para outubro e investimentos de R$ 630 mil;

– Reforço de rede em Santa Vitória do Palmar, com conclusão prevista para dezembro;

– Obras para atendimento à zona urbana de Jaguarão, com conclusão prevista em 2021;

– Obras em Sertão Santana, com conclusão prevista em 2021.

Questionamentos

O proponente da audiência, deputado Marcus Vinicius (PP), perguntou sobre investimentos na zonas rural, especialmente no Sul do Estado, com localidades distantes dos grandes centros e nas quais se verificam frequentes quedas de energia. Ele também questionou como será o atendimento presencial pela empresa.

 

Representantes do grupo explicaram diferenças entre o atendimento ao consumidor e ao poder público. No primeiro caso, ao assumirem o controle da CEEE, haviam encontrado situações de impedimento judicial de abertura de agências por conta da pandemia, mas a situação já está resolvida, exceto por casos pontuais. Também frisaram que o atendimento presencial (próprio ou terceirizado) é uma exigência.

Sobre o atendimento ao poder público, uma indústria com interesse em investir em determinado município terá que procurar a Equatorial. “É de interesse da empresa o atendimento a todos os clientes”, garantiu o presidente.

 

Em relação à poda de árvores, classificou a questão como muito importante e que a Equatorial investe em tecnologia e reforço de equipes. Quanto às quedas de energia, detalhou que a empresa trabalha com medidas de curto, médio e longo prazo, inclusive por meio da automação de serviços, o que possibilita consertos à distância, por exemplo, mais rapidamente e sem a necessidade de deslocar equipe.

(Marcello Campos) O Sul

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