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Coronavírus

Grupo de pesquisadores quer saber se drogas para o HIV e a hepatite C ajudam contra o coronavírus

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Coalizão Covid Brasil vai checar o potencial dos medicamentos das duas doenças. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Os efeitos de medicamentos para o tratamento do HIV e da hepatite C em pacientes com quadros moderados do novo coronavírus serão estudados a partir deste mês por pesquisadores do grupo Coalizão Covid Brasil, que reúne hospitais e institutos de pesquisa do País. O objetivo é verificar o potencial das substâncias – que já se mostraram eficazes para a redução da carga viral em testes in vitro feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – em pacientes internados, mas que não evoluíram para as formas mais graves da doença. Pouco mais de mil pacientes devem participar da pesquisa, que deve ter os resultados divulgados em dezembro.

Pacientes de 35 centros de regiões onde a doença está em ascensão serão escolhidos por sorteio e divididos em grupos que vão receber atazanavir, indicado para o HIV, uma combinação de sofosbuvir com daclatasvir ou apenas o daclatasvir, estes dois últimos são remédios usados em pacientes com hepatite C. Participantes também vão receber placebo e será um estudo duplo cego: nem os pacientes nem os pesquisadores vão saber quais medicamentos foram utilizados ou se era placebo.

“Esta etapa da pesquisa começou a partir da ideia de estudar antivirais, porque essas substâncias se mostraram eficazes como alternativa ao remdesivir, usado para o ebola e que diminuiu a gravidade da doença, mas que é extremamente caro, não temos no Brasil e a patente ainda não foi quebrada. Esses são medicamentos baratos e a gente busca achar uma medicação que seja viável para a população em massa”, explica Israel Maia, pesquisador do HCor e membro do grupo, que engloba o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). A pesquisa será feita em parceria com a Fiocruz.

No estudo, os pesquisadores querem verificar a eficácia dos tratamentos para reduzir a carga viral e se os pacientes apresentaram melhora por meio da análise do número de dias que eles permaneceram sem necessidade de suporte respiratório.

“A gente chegou a um desenho mais robusto e, em vez de estudar só uma substância, vamos fazer três estudos ao mesmo tempo, respondendo, em uma sequência, se tem ação contra o Sars coV-1, se é seguro e se melhora os desfechos clínicos. Até dezembro, vamos saber qual antiviral faz mais efeito.” A expectativa é de que até 1.012 pacientes participem do estudo.

A Coalizão Covid Brasil tem realizado estudos em mais de 100 centros de saúde brasileiros e analisado opções de combate à doença que também estão sendo pesquisadas em outros países.

“A gente tem uma diferença muito grande de região para região em termos populacionais que nos dá diferentes prevalências da Covid em diferentes lugares. Nós ficamos muito atentos aos novos estudos e novas pesquisas in vitro ou iniciais em seres humanos que têm mais plausibilidade biológica. Tudo que é de tendência internacional que vemos na literatura a possibilidade de desenvolver, fazemos estudos robustos que possam responder se aquela intervenção é melhor do que a não-intervenção”, explica Maia.

Em julho, o grupo publicou na revista científica The New England Journal of Medicine um estudo com 667 apontando que a hidroxicloroquina, associada ou não à azitromicina, não apresentou eficácia para o tratamento de casos leves a moderados do novo coronavírus.

Também já analisou os impactos do uso da dexametasona, que teve resultados positivos em testes no Reino Unido para redução de mortalidade em casos graves, e com tocilizumabe, usado no tratamento de artrite reumatoide e que seria capaz de bloquear a “tempestade inflamatória” causada pela doença.

“Além dos antivirais, estamos começando um estudo com anticoagulantes, porque a Covid tem tendência a ser coagulante e causar eventos trombóticos. A coalizão não trabalha com um tema, mas com vários. A realocação de medicação é muito importante para que a gente possa buscar alternativas para combater essa doença”, diz Maia.

O Sul

Coronavírus

Brasil confirma 14.318 casos de covid-19 nas últimas 24 horas

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© Itamar Crispim/Fiocruz

No mesmo período, foram confirmadas mais 335 mortes

Nas últimas 24 horas, o Brasil confirmou mais 14.318 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Na mais recente atualização dos números da doença no país, divulgada no fim da tarde de hoje (27), o Ministério da Saúde também acrescentou 335 mortes ao total de óbitos em decorrência da covid-19.

Só no Brasil, a doença já tirou a vida de 141.741 pessoas. Entre o fim de fevereiro, quando o primeiro caso foi confirmado no país, e as 17h30 de hoje, 4.732.309 pessoas foram diagnosticadas com o novo coronavírus.

O número de pacientes que se recuperaram chega a 4.060.088, o que corresponde a quase 86% do total de pessoas infectadas – 530.480 pacientes continuam em acompanhamento médico.

Autoridades de saúde estaduais ainda investigam se 2.511 mortes suspeitas ocorreram em função da covid-19. Até ontem (26), havia 2.430 em apuração.

Segundo o ministério, a taxa de letalidade da doença em relação à população geral é de 3%. Ou seja, em cada 100 pessoas que adoecerem, três têm chances de morrer devido às complicações da covid-19.

Uma série de fatores pode contribuir para que o quadro de saúde de um paciente evolua para um caso grave ou resultar em morte. Idosos e quem tem pressão alta, doenças cardíacas, pulmonares, câncer ou diabetes costumam estar mais suscetíveis, devendo redobrar os cuidados.

As informações são fornecidas ao Ministério da Saúde pelas secretarias dos estados. Em geral, o número de notificações aos sábados e domingos tende a ser menor que ao longo da semana devido à demora no repasse dos dados.

São Paulo

O estado mais populoso do país, São Paulo, registrou 231 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 35.108 óbitos e 972.237 casos confirmados desde o início da pandemia do novo coronavírus. Entre os diagnosticados, 831.468 pessoas se recuperaram, sendo que 106.621 passaram por internação até receber a alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são de 44,4% na Grande São Paulo e 45,6% no estado. O número de pacientes internados atualmente é de 9.062, sendo 5.089 em enfermaria e 3.973 em UTI. Todos os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo que 567 cidades registram um ou mais óbitos.

Rio de Janeiro

O estado do Rio de Janeiro registra, até hoje, 261.860 casos de covid-19 e 18.278 mortes pela doença. Há ainda 514 óbitos em investigação. Entre os casos confirmados, 238.609 pacientes já se recuperaram da doença.

Agência Brasil

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Coronavírus

O Rio Grande do Sul registra mais de 177 mil casos de coronavírus. A pandemia já matou 4.472 gaúchos

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Estado registrou 2.251 novos casos da Covid e . (Foto: Divulgação/PMPA)

Na tarde desta terça-feira (22), foi divulgado o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde. Foram acrescentadas 2.251 casos positivos e 63 novas mortes por coronavírus no Rio Grande do Sul. O Estado agora acumula 177.485 testes confirmados para a pandemia e 4.472 mortes. Com isso, os recuperados estão em 162.695 (92%).

Porto Alegre lidera a estatística da pandemia no Rio Grande do Sul, tanto em contingente de infectados (24.616) quanto em falecimentos causados pelo coronavírus (946). Entre os óbitos divulgados nesta terça (22), há o de uma residente do RS que veio a óbito no Paraná em junho. Outros três são ainda de agosto e aguardavam fechamento das fichas de notificação.

Confira a seguir a lista, por município de residência e que também menciona o gênero (feminino ou masculino):

Alvorada (mulher, 49 anos)

Alvorada (mulher, 73 anos)

Barra do Ribeiro (homem, 71 anos)

Caçapava do Sul (homem, 75 anos)

Cachoeirinha (mulher, 84 anos)

Campo Bom (homem, 70 anos)

Campo Novo (homem, 74 anos)

Candelária (homem, 86 anos)

Canoas (homem, 69 anos)

Canoas (homem, 65 anos)

Canoas (homem, 84 anos)

Caxias do Sul (mulher, 38 anos)

Caxias do Sul (homem, 69 anos)

Caxias do Sul (homem, 72 anos)

Charqueadas (homem, 71 anos)

Colorado (mulher, 76 anos)

Cristal (mulher, 82 anos)

Eldorado do Sul (homem, 74 anos)

Encantado (homem, 89 anos)

Entre Rios do Sul (homem, 81 anos)

Esteio (mulher, 91 anos)

Estrela (homem, 80 anos)

General Câmara (mulher, 87 anos)

Guaíba (homem, 71 anos)

Ibiraiaras (homem, 75 anos)

Montenegro (mulher, 86 anos)

Novo Hamburgo (homem, 29 anos)

Novo Hamburgo (mulher, 28 anos)

Novo Hamburgo (homem, 63 anos)

Novo Hamburgo (homem, 76 anos)

Novo Hamburgo (mulher, 42 anos)

Osório (mulher, 40)

Passo Fundo (homem, 35 anos)

Pelotas (homem, 65 anos)

Pelotas (mulher, 46 anos)

Porto Alegre (mulher, 79 anos)

Porto Alegre (mulher, 70 anos)

Porto Alegre (mulher, 73 anos)

Porto Alegre (mulher, 64 anos)

Porto Alegre (homem, 81 anos)

Porto Alegre (mulher, 81 anos)

Porto Alegre (mulher, 54 anos)

Porto Alegre (homem, 74 anos)

Porto Alegre (mulher, 49 anos)

Porto Alegre (homem, 68 anos)

Porto Alegre (mulher, 85 anos)

Porto Alegre (mulher, 43 anos)

Porto Alegre (homem, 81 anos)

Porto Alegre (mulher, 77 anos)

Porto Alegre (homem, 63 anos)

Porto Alegre (homem, 88 anos)

Porto Alegre (homem, 63 anos)

Porto Alegre (homem, 94 anos)

Porto Alegre (mulher, 86 anos)

Porto Alegre (mulher, 83 anos)

Rio Grande (homem, 71 anos)

Santa Cruz do Sul (homem, 105 anos)

Santa Maria (homem, 71 anos)

Santa Rosa (homem, 73 anos)

São Leopoldo (homem, 72 anos)

Tapes (homem, 76 anos)

Taquara (mulher, 93 anos)

Tramandaí (homem, 58 anos)

Novo equipamento

O Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) conta desde a última semana com um novo equipamento para os exames de biologia molecular que fazem a detecção do coronavírus. Por meio de um comodato com o Ministério da Saúde, o Estado possui agora um extrator automatizado, que substitui parte do processo antes realizado de forma manual.

Com ele, o Lacen busca ter mais qualidade a agilidade na liberação das cerca de 400 análises feitas todos os dias. Atualmente, 95% das amostras recebidas no laboratório têm resultados em até três dias após a chegada da amostra em Porto Alegre. Já são aproximadamente 60 mil testes realizados no local desde o início da pandemia.

O extrator é utilizado numas das etapas iniciais da testagem das amostras das secreções de vias aéreas de casos suspeitos que o Lacen recebe. Esse material biológico é preparado e levado ao aparelho para que ali seja extraído o material genético (RNA) do vírus dessas amostras.

O Sul

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Coronavírus

Dez mil voluntários serão testados contra a Covid-19 em nova fase

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Foto: Divulgação

Foi autorizada a ampliação da faixa etária dos participantes, com a inclusão de maiores de 69 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação dos estudos da vacina Oxford-Astrazeneca contra a Covid-19. Desta forma, o número de voluntários vai dobrar, passando de cinco para dez mil participantes no Brasil. Além disso, foi autorizada a ampliação da faixa etária dos participantes, com a inclusão de maiores de 69 anos de idade. A Anvisa também autorizou o aumento no número de estados onde os testes serão realizados e já estão liberados para entrar no processo de testes, o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul. Os teste para a vacina contra a Covid-19 no Brasil está na fase 3, o que significa que a vacina é administrada a uma grande quantidade de indivíduos, normalmente milhares de pessoas, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança, ou seja, que a vacina é capaz de proteger os indivíduos com o mínimo possível de reações adversas. O gerente Geral de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explica qual a importância de ampliar o número de pessoas e estados durante essa fase de testes.
“Quando você aumenta o número de voluntários, você tem uma maior adesão do país à pesquisa. Isso pode influenciar na celeridade dos resultados, pois quanto mais participantes, mais rápido você consegue ter um número suficiente para ter um resultado considerado válido.”

Desta forma, o médico infectologista Hermeson Luz, acredita que se todo o processo de avaliação dessa nova vacina se mantiver no ritmo atual, é possível termos tudo pronto em janeiro de 2021.

“Esse levantamento da última fase da vacina é de suma importância para termos certeza da segurança. Há pouco tempo tivemos alguns efeitos colaterais que foram relatados e levantados, mas agora a vacina voltou aos testes. Eu acredito que em janeiro possamos ter acesso à essa vacina, mas, óbvio, sempre com os olhos abertos para tentar reconhecer qualquer necessidade de intervenção ou não.”

A solicitação para ampliar os teste no Brasil foi do laboratório Astrazeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina, juntamente com a Universidade de Oxford. Importante destacar que ela tem origem no Reino Unido, mas com o acordo feito com o Brasil, será realizada a transferência de tecnologia para o laboratório nacional de Biomanguinhos, ou seja, uma vez que a vacina seja registrada, ela vai poder ser produzida no Brasil.

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