Facebook junta-se ao bloqueio à Huawei. Smartphones perdem WhatsApp e Instagram

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Todos os smartphones novos da Huawei vão deixar de ter instaladas de origem as aplicações Facebook, WhatsApp e Instagram

A novidade é revelada pela Reuters e é o mais recente golpe sofrido pela gigante chinesa a propósito do bloqueio decretado pelos EUA. O Facebook confirmou à Reuters que nos smartphones já existentes – os que estão nas mãos dos consumidores e em stock nas lojas – vão continuar a ter as três aplicações a funcionar em pleno.

A decisão da gigante das redes sociais acaba por ter um peso diferente daquela tomada pela Google porque, mesmo não vindo instaladas de origem, os utilizadores vão poder continuar a instalar o Facebook, Instagram e WhatsApp assim que comprarem um equipamento novo da Huawei.

Em resposta, a Huawei garante que “os smartphones que já foram vendidos ou estão em stock permitem que os utilizadores façam download e usem a aplicação do Facebook/WhatsApp, entre outras, normalmente”.

Já a decisão da Google, que envolve grandes atualizações de software ao nível do sistema operativo, pode vir a ter um impacto direto inclusive nos smartphones da marca chinesa que já estão nas mãos dos consumidores.

Até 19 de agosto a situação deverá manter-se inalterada para os utilizadores de smartphones Huawei, pois foi dado um período de tréguas de 90 dias ao bloqueio para que as empresas norte-americanas possam ajustar a sua estratégia relativamente à Huawei.

Em contexto de guerra comercial, Donald Trump decidiu interditar as exportações de produtos tecnológicos norte-americanos para algumas empresas consideradas “de risco” para a segurança nacional. Foi assim que a Huawei entrou na lista negra de Washington.

A Huawei foi criada em 1987 por um antigo dirigente militar chinês, Ren Zhengfei, e já contou com forte investimento por parte do governo da China, o que faz com que os Estados Unidos suspeitem que os equipamentos sejam usados para espionagem, especialmente tendo em conta uma lei de 2017 que obriga as grandes empresas chinesas a cooperarem com os serviços de informações do país.

ZAP //

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