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Saúde Infantil

Em caso raro, mulher dá à luz trigêmeos idênticos em Blumenau

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Larissa Machado, Hospital Santo Antônio
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Bebês estão na UTI neonatal do Hospital Santo Antônio, mas evoluem bem.

Quando Taiza Priscila Kruger, de 29 anos, soube que estava esperando um filho, ficou radiante com a notícia. O susto aconteceu no primeiro ultrassom ao descobrir que, na verdade, eram três bebês. Os trigêmeos nasceram no último dia 29 no Hospital Santo Antônio, em Blumenau. Ela e o esposo Itamar Antunes planejavam a gestação, mas jamais imaginaram que ela viria em dose tripla.

A família da mulher tem histórico de gravidez de gêmeos. Tias e primas tiveram dois filhos ao mesmo tempo, mas nunca três. Os pais de primeira viagem são de Rodeio e não fizeram nenhum tipo de tratamento para engravidar. Isso é tão raro, que segundo a médica obstetra Andréia Sayaka, dois em cada 1 milhão de nascimentos podem ocorrer desta maneira.

“Eu particularmente trabalho no hospital há 2 anos e meio e nunca tivemos um nascimento de trigêmeos no HSA. Como somos um hospital escola, houve uma comoção muito grande entre nossas residentes para estar presente nesse momento” — conta Andréia.

O casal ficou novamente surpreso ao descobrir que os três bebês eram meninos e que dividiam a mesma placenta, sendo trigêmeos idênticos, caso que ocorre em 1 a cada 50 milhões de nascimentos. Thomas, Gael e Davi nasceram com minutos de diferença. Taiza ficou internada em Blumenau a partir da 30ª semana. Dias depois, com 31 semanas e dois dias, a cesárea foi feita.

— Foram necessários um anestesista, um obstetra, três pediatras, três residentes da ginecologia, três residentes da pediatria, enfermeiras e técnicas de enfermagem. Já tínhamos as vagas de UTI neonatal aguardando a chegada dos bebês, sendo um trabalho de equipe entre diversos setores do hospital — conta a médica.

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Os bebês continuam na UTI neonatal, mas estão bem e estáveis. Segundo o médico Egidio Negri, que está há mais de 31 anos na instituição, faz pelo menos 5 anos que o hospital não registra nascimento de trigêmeos.

por NSC/Santa

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Saúde Infantil

Cerca de 7 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra a paralisia infantil

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ACampanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite segue até 30 de outubro e tem como população-alvo estimada cerca de 11,2 milhões de crianças de 1 a menores de 5 anos 

A menos de uma semana do fim da Campanha Nacional de Vacinação, 7,3 milhões de crianças ainda não foram imunizadas contra a poliomielite no Brasil. Até o momento, somente cerca de 4 milhões (35%) foram vacinadas contra a paralisia infantil. O público-alvo estimado é de 11,2 milhões das crianças de 1 a menores de 5 anos.

Com o conceito ‘Movimento Vacina Brasil. É mais proteção para todos’, a ação teve início em 5 de outubro e se encerra no final do mês, simultaneamente à campanha de multivacinação, que visa atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nesta última são ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação.

“O Brasil reafirma o compromisso internacional assumido de manter o país livre da poliomielite, com a realização da Campanha Nacional de Vacinação, que vai até o final de outubro. No entanto, as coberturas vacinais municipais ainda são heterogêneas, podendo levar a formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

“A proteção começa por você, faça valer o direito dos seus filhos, leve as crianças ao posto de vacinação mais próximo de sua casa”, alertou o secretário, ao ressaltar que a estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas com a vacina oral contra a pólio (VOP).

A maior cobertura vacinal entre as crianças de 1 a menores de 5 anos foi registrada no estado do Amapá (62,59%), seguido do estado da Paraíba (50,11%). A menor cobertura pertence ao estado de Rondônia (11,76%). Até o momento, 232 (4,16%) municípios atingiram a meta de 95% de crianças vacinadas. Os dados são preliminares e os municípios têm até o fim de novembro para registrar as doses aplicadas no sistema de informações do Ministério da Saúde.

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Entre o público-alvo da vacinação, a maior cobertura, até o momento, foi registrada entre as crianças de 2 anos de idade (35,33%) e a menor cobertura foi entre as crianças de 3 anos (34,23%). Não existe tratamento para a poliomielite e a única forma de prevenção é a vacinação. A vacina oral de poliomielite (VOP) protege contra dois sorotipos do poliovírus (1 e 3) e a vacina inativada (VIP), contra os três sorotipos (1, 2 e 3).

Para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que busquem um serviço de saúde para avaliação. A vacina é extremamente segura e possui eficácia entre 90% e 95% para a VOP.

A recomendação aos estados que não atingirem a meta é continuar com a vacinação de rotina, oferecida durante todo o ano nos mais de 40 mil postos de saúde distribuídos pelo país.

 

CENÁRIO POLIO NO BRASIL

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990 e, em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território.

Entretanto, ainda existem países endêmicos detectando casos da doença, Paquistão e Afeganistão, que registraram, em 2020 (até 20/10) um total de 132 casos de poliomielite. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

O Brasil é referência mundial em vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante à população brasileira acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde de todo o país 18 vacinas para crianças e adolescentes no Calendário Nacional de Vacinação, para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias. 

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Nicole Beraldo
Ministério da Saúde

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Saúde Infantil

Brasil segue livre da poliomielite graças à vacinação

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. São 31 anos sem a doença no Brasil devido às ações de vacinação, única forma de prevenção indicada que garante a proteção 

Conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que afeta o sistema nervoso, podendo provocar paralisia permanente ou transitória dos membros inferiores. Não existe tratamento e a única forma de prevenção é a vacinação. A vacina protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3.

O Brasil vem desenvolvendo um importante papel no combate à poliomielite. Ao longo de 47 anos o Programa Nacional de Imunizações (PNI), por meio das ações de vacinação, tem contribuído de forma ativa para manter o país livre da doença. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas.

Desde então, o país tem se empenhado para alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais para manter a eliminação da doença. Coberturas vacinais municipais heterogêneas podem levar a formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus. Por isso, é imprescindível que pais ou responsáveis levem as crianças menores de 5 anos aos postos de vacinação.

Quem conhece de perto as sequelas da doença afirma que a vacinação é um ato de amor e reponsabilidade. É o caso de Ricardo Gadelha, funcionário público do Ministério da Saúde. “Fui acometido pela poliomielite com menos de 2 meses de idade. Graças à vacina essa doença não existe mais no Brasil, mas deixou muitas marcas físicas e psicológicas na vida das pessoas que foram acometidas com a pólio. A vida de um deficiente físico não é tão simples assim, por isso eu reforço a importância da vacinação, que é um ato de amor àqueles que ainda não podem fazer as suas escolhas, como as crianças”, contou Ricardo Gadelha.

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CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO

Até o dia 30 de outubro, cerca de 11 milhões de crianças de 1 a menores 5 anos de idade devem ser vacinadas contra poliomielite. Para a Campanha Nacional de Vacinação, lançada no dia 5 de outubro, o Ministério da Saúde já disponibilizou 10,2 milhões de doses da vacina oral poliomielite (VOP) em mais de 40 mil postos de vacinação de todo o país. A meta da pasta é vacinar, no mínimo, 95% das crianças na faixa-etária da campanha.

 

Luara Nunes
Ministério da Saúde

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Saúde Infantil

Ministério da Saúde reforça cuidados materno-infantis no SUS

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País tem 270 serviços hospitalares habilitados dentro da Rede Cegonha, que propõe modelo humanizado de atenção ao parto e ao nascimento

Com a finalidade de estruturar e organizar a atenção materno-infantil no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde reforça continuadamente o projeto Rede Cegonha. A iniciativa, que completa 10 anos em 2021, vem ganhando cada vez mais incentivos da pasta: até hoje, foram investidos cerca de R$ 188,5 milhões na proposta. O projeto qualifica os serviços ofertados pela rede pública de saúde desde o planejamento familiar, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto e puerpério; chegando aos cuidados com a criança a partir do nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudável. Um dos objetivos é reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, homens, jovens e adolescentes.

A implantação e expansão do programa segue critério epidemiológico, taxa de mortalidade infantil e razão mortalidade materna, além da densidade populacional. O Brasil conta hoje com 270 serviços hospitalares habilitados dentro da Rede Cegonha, sendo que eles se dividem em centro de referência à Gestação de Alto Risco (GAR): 198 unidades; Casa de Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP): 32 unidades; e Centro de Parto Normal (CPN): 40 unidades.

Nesta semana, foram habilitados um Centro de Parto Normal Intra-hospitalar em Paranaíba (PI), com repasse anual de R$ 960 mil , uma Casa da Gestante, Bebê e Puérpera vinculada a Maternidade Climério de Oliveira, em Salvador (BA), com o montante anual de R$ 240 mil e qualificado um serviço de referência em gestação de alto risco do Hospital Universitário de Jundiaí (SP).

Para implantar e habilitar os serviços da Rede Cegonha, os gestores locais do SUS devem inserir a solicitação dos serviços hospitalares de referência com a devida documentação no Sistema de Apoio à Implementação de Políticas de Saúde (SAIPS). Após avaliada e aprovada, a solicitação será publicada por meio de portaria de habilitação pelo Ministério da Saúde.

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GESTAÇÃO DE ALTO RISCO (GAR)

São hospitais que dispõem de serviços especializados em atendimento a mulheres em gestações, classificadas como de alto risco, que necessitam de cuidados munidos de maior complexidade técnica, dentro das melhores práticas de atenção ao trabalho de parto, parto e nascimento. A assistência segue os princípios da humanização e da garantia de direitos.

Os serviços são classificados de acordo com a capacidade tecnológica e o perfil de recursos humanos disponíveis, podendo ser dividido como tipo 1 e tipo 2.

CASA DE GESTANTE, BEBÊ E PUÉRPERA (CGBP)

É uma residência provisória de cuidado à gestação de alto risco para usuárias em situação de vulnerabilidade, identificadas pela Atenção Primária à Saúde ou Especializada. O objetivo é apoiar o cuidado às gestantes, recém-nascidos e puérperas em situação de risco, contribuindo para um cuidado adequado às situações que demandem vigilância e proximidade dos serviços hospitalares de referência, embora não haja necessidade de internação hospitalar.

O estabelecimento fornece às pacientes hospedagem, acompanhamento por enfermeiros e técnico de enfermagem nas 24 horas do dia e nos sete dias da semana, bem como atendimento diário da equipe multiprofissional e serviços de assistência à saúde pelo estabelecimento hospitalar de referência durante a permanência na unidade.

As Casas da Gestante, Bebê e Puérpera devem contribuir para a utilização racional dos leitos hospitalares obstétricos e neonatais dos serviços de referência em Gestação de Alto Risco aos quais estejam vinculadas, com vistas à redução da morbimortalidade materna e perinatal no Brasil. As casas são classificadas segundo sua capacidade para acolhimento de dez, quinze ou vinte usuárias, entre gestantes, puérperas com recém-nascidos e puérperas sem recém-nascidos.

CENTRO DE PARTO NORMAL (CPN)

É uma unidade de saúde pertencente a um estabelecimento hospitalar, localizada em suas dependências internas ou imediações. Foi desenvolvida para atenção aos partos de risco habitual.

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Por Karina Borges
Ministério da Saúde

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