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Saúde

Dia do Combate às Hepatites Virais marca a chegada de medicamentos de última geração para Hepatite C

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Dentre os 5 tipos, a Hepatite C é considerada a mais perigosa e pode evoluir para cirrose, câncer de fígado e levar a necessidade do transplante

 

 

Os pacientes com Hepatite C já podem comemorar: estão à disposição, pelo SUS, medicamentos de última geração contra a doença.

O vírus da hepatite C (HCV) é o mais perigoso entre as hepatites virais e continua registrando o maior número de casos: 11,9 para cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.

No Brasil, estima‐se que mais de 700 mil pessoas tenham hepatite C e a grande maioria não sabe que convive com a doença. Para alertar e conscientizar a população, foi criado o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, comemorada em 28 de julho, também conhecido como Julho Amarelo.

Dr. Eric Bassetti, gastroenterologista e diretor médico associado da Gilead Sciences – biofarmacêutica que tem a Hepatite C como uma de suas principais áreas terapêuticas de pesquisa e desenvolvimento – alerta que “por se tratar de uma doença viral que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas, grande parte das pessoas desconhece sua condição e poucos têm conhecimento de como ocorreu a transmissão”.

A Hepatite C é completamente curável na grande maioria dos pacientes. “Esse 28 de julho será especial! Os pacientes já podem contar com remédios de última geração disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) que alcançam taxas de cura de até 98% em apenas doze semanas, com um único comprimido ao dia e com poucos efeitos adversos”, explica.

O HCV é transmitido por contato com sangue infectado, sendo os principais meios de transmissão compartilhamento de seringas e agulhas, práticas sexuais de risco, transmissão vertical (da mãe para o filho) e reutilização e esterilização inadequada de equipamentos médicos.

A detecção da doença é simples, através de um exame de sangue, o anti‐HCV, realizado em qualquer unidade do SUS ou nas redes particulares. Porém, apesar da simplicidade para diagnóstico, o desafio está em encontrar os pacientes, já que os índices de detecção ainda são muito baixos. Até mesmo a biópsia hepática, muito utilizada no passado, é raramente solicitada hoje em dia.

A Organização Mundial da Saúde visa a eliminação da Hepatite C até 2030, mas Dr. Eric enfatiza que “este é um trabalho conjunto de conscientização, pois é importante também que os pacientes estejam atentos e lembrem seus médicos para que peçam o exame. Qualquer médico pode solicitar o exame, conduta recomendada, inclusive, pelo Conselho Federal de Medicina”.

Se o resultado for positivo, o paciente deve ser encaminhado para um médico especialista que solicitará os exames complementares para confirmação do diagnóstico e início do tratamento.

“E se for necessário o tratamento, mesmo em casos avançados de cirrose, as chances de cura são de aproximadamente 98%, com medicamentos por via oral e muito bem tolerados. Em alguns países, como na Espanha, devido ao tratamento já se observa uma significativa redução dos transplantes de fígado por hepatite C”, conclui o Dr. Eric.

Perigos do diagnóstico tardio

A Hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplante de fígado no mundo.

Além das complicações, ela pode desencadear doenças sistêmicas ‐ disfunções que afetam uma série de outros órgãos ou tecidos. Exemplo disso é o desenvolvimento de Diabetes do tipo 2 e do Linfoma. O fato de 80% dos casos da doença serem assintomáticos faz dela um sério problema de saúde pública, podendo levar décadas para dar sinais e, normalmente, quando se manifesta já apresenta um estágio avançado de comprometimento do fígado.

Para saber mais sobre a Hepatite C, acesse o portal ‘Hepatite C Fala com Você’ (www.hepatitecfalacomvoce.com.br), com explicações médicas e científicas sobre a doença, diagnóstico, tratamentos e doenças relacionadas.

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences é uma biofarmacêutica dedicada à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de terapias inovadoras para prevenção, tratamento e cura de doenças potencialmente fatais, como HIV/Aids, hepatites virais, entre outras. A Gilead foi responsável por grandes conquistas para a saúde e a qualidade de vida ao oferecer o primeiro regime antirretroviral em comprimido único para o tratamento do HIV/AIDS, além de ter revolucionado o tratamento da hepatite C com o primeiro medicamento que apresentou a possibilidade de cura da doença. Presente no Brasil desde 2013 com sede em São Paulo, a Gilead possui operações em mais de 35 países, com matriz em Foster City, Califórnia, nos Estados Unidos.

 

Saúde

Municípios devem receber 650 Mi para saúde mental em função dos impactos da pandemia

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Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

MS investe na aquisição de medicamentos para saúde mental

Com foco em amenizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde vai repassar aos municípios brasileiros R$ 650 milhões para aquisição de medicamentos para a saúde mental. Os repasses serão feitos em parcela única ao Fundo Municipal de Saúde e os valores destinados a cada localidade foram definidos com base no número de habitantes e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

A verba federal irá financiar a aquisição de medicamentos já ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Atualmente são ofertados 22 medicamentos, previstos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename.

“Já estamos nos preparando para o enfrentamento da quarta onda da pandemia, como é conhecida. É um adoecimento mental da sociedade, quando uma série de doenças provocadas pelas mudanças bruscas e o medo da Covid-19 geram consequências na saúde mental. Isso pode envolver situações de estresse, ansiedade, transtorno bipolar, irritação, paranoia, insônia, várias condições”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Hélio Angotti Neto.

Violência e abuso durante a pandemia: crianças e adolescentes recebem apoio

Os municípios terão de prestar contas dos medicamentos adquiridos com o repasse feito pelo Ministério da Saúde, como explica a coordenadora de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Maria Dilma Alves Teodoro. “A comprovação do uso dos recursos é feita por meio do Relatório Anual de Gestão. Esse relatório vai incluir todo esse recurso, comprovar que ele foi utilizado para esse fim. Ele (gestor) vai apresentar esse relatório no Conselho de Saúde até 30 de março do ano que vem”, diz.

Para o especialista em Direito Constitucional, Renato Araújo, o Ministério da Saúde demorou em tomar medidas de auxílio à saúde mental. Na avaliação de Araújo, o cenário da pandemia poderia ser outro se o governo tivesse adotado ações preventivas no início da crise.

“O Governo Federal, em especial o Ministério da Saúde, tem adotado agora, de forma tardia, medidas e procedimentos de contenção à pandemia. Toda medida de enfrentamento à pandemia é bem-vinda, todavia se essas medidas tivessem sido adotadas no início, sem ceticismo, é possível que esse cenário de mortos fosse menor”, opina.

Fonte: Brasil 61

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Saúde

Pesquisa aponta recuo na taxa de infecção da Covid-19 em todo o país

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Foto: Agência Brasil

Estudo coordenado pela UFPel foi realizado nas cinco regiões brasileiras e constatou queda nos casos de coronavírus

Dados da quarta etapa da pesquisa Epicovid19-BR, levantamento coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), aponta que o ritmo de contágio do novo coronavírus está diminuindo no país.  A testagem realizada no final de agosto constatou que 1,4% da população brasileira estava infectada com o vírus, sendo esse o menor percentual desde o início do levantamento, que começou em maio.

A incidência encontrada é 63% inferior à constatada em junho deste ano, quando 3,8% dos brasileiros apresentavam infecção recente pela Covid-19. Todos os 26 estados e o Distrito Federal participam do estudo. A Epicovid19-BR é considerada a maior pesquisa a estimar a prevalência do novo coronavírus em todo o planeta.

A infectologista Joana D’arc acredita o Brasil possivelmente já passou pelo pior momento de contágios do novo coronavírus. Mas ela alerta que, conforme o que está sendo observado em outros países, a curva de infecção deve voltar a subir no Brasil.
“Talvez tenhamos passado pelo período mais crítico, mas a experiência constatada em outros países é de aumento [dos casos da Covid-19]. Alguns países que reabriram algumas atividades tiveram que retroceder por conta do aumento do número de casos e da mortalidade.”

Carla Pintas, professora do curso de saúde coletiva, na Universidade de Brasília (UnB), reforça que a população brasileira, independentemente da situação epidemiológica em seu município, deve continuar tomando precauções para evitar o contágio do novo coronavírus, como o distanciamento social e a utilização de máscaras. Segundo ela, cabe a cada gestor municipal, com base na incidência local da Covid-19, decidir sobre a flexibilização das regras.

“Com base em seus dados, o município deve avaliar continuamente como o retorno das atividades ocorrerá. A flexibilização deve ser baseada nos números locais.”

A mais recente etapa da Epicovid19-BR foi realizada entre 24 e 27 de agosto e foram testadas 33.250 pessoas. Segundo os pesquisadores à frente do estudo, além de mostrar a tendência de queda na incidência da doença, a pesquisa mostrou que o coronavírus continua se espalhando pelos municípios do interior do país.

Além disso, de acordo com o levantamento, os brasileiros mais pobres, especialmente pretos e pardos, têm mais chances de serem contaminados do que a população mais rica.

Reportagem, Paulo Oliveira

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Saúde

Doe órgãos. A vida precisa continuar

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Pixabay

Saúde lança campanha para sensibilizar a população quanto à importância da doação de órgãos. Transplantes são retomados sob protocolos rigorosos para garantir a segurança dos pacientes

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (24), o balanço sobre a doação de órgãos, tecidos e células e transplantes realizados no país no primeiro semestre de 2020. Na ocasião também foi lançada a Campanha Nacional de Incentivo à Doação, que este ano traz o slogan “Doe órgãos. A vida precisa continuar”. A campanha tem como objetivo sensibilizar a população quanto a importância da doação para salvar a vida de muitas pessoas que aguardam por um transplante.

Neste momento de pandemia causado pelo coronavírus, no mundo inteiro e no Brasil têm sido observadas queda nas doações de órgãos e nas realizações de transplantes, tornando-se um desafio para os países, tanto pelos esforços para manutenção das doações, quanto para garantir a segurança das equipes de saúde e dos pacientes. A campanha se tornou ainda mais necessária, tendo em vista o fato de que o Brasil contabilizava um número crescente de transplantes nos últimos anos.

“O Ministério da Saúde, junto aos estados e municípios, está empenhado em encontrar soluções para superar os obstáculos impostos ao programa de transplante na pandemia. A retomada dos procedimentos será subsidiada por protocolos rigorosos para garantir a segurança de todos”, disse o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

De janeiro a julho de 2019 foram realizados 15.827 transplantes. No mesmo período em 2020, o número de procedimentos foi de 9.952. Alguns centros de transplantes, no entanto, conseguiram manter suas unidades ativas e livres da Covid-19 e hospitais de grande porte de transplantes, como o Hospital do Rim, em São Paulo, receberam pacientes de centros menores para realização do procedimento com maior segurança. No país, até 31 de julho, existiam 46.181 pacientes aguardando por transplante.

Importante ressaltar que as orientações para segurança de todos, fornecidas pelo Ministério da Saúde, permitiram a continuidade de vários programas e não há relatos, até o momento, de pacientes infectados durante a realização do transplante.

AÇÕES PARA RETOMADA

O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) incentivou as equipes de transplantes a acompanhar seus pacientes por meio de consultas em plataforma digital. A medida visa minimizar a circulação de pacientes portadores de doenças crônicas graves em unidades hospitalares. Houve um cuidado extra das equipes de transplante na seleção do paciente, buscando identificar possíveis portadores de Covid-19 assintomáticos ou outras situações clínicas que pudessem aumentar o risco da cirurgia nesse momento. Com a instituição deste novo protocolo, pacientes assintomáticos que testaram positivo na chegada ao hospital não puderam realizar o procedimento, o que obrigou as equipes a selecionar outro paciente para o transplante.

Outra ação do Ministério da Saúde é o acompanhamento semanal dos dados junto às Centrais Estaduais de Transplantes. A situação, no momento, parece ter se estabilizado. Centros importantes que estavam inativos estão retomando as atividades, e retomamos a captação de córnea em doador falecido por parada cardíaca.

QUEDA NOS PROCEDIMENTOS

A queda dos transplantes começou a ser observada na segunda quinzena de março, quando a pandemia começou no Brasil e seguiu os casos de notificação da Covid-19. Os estados mais afetados, com sobrecarga no sistema de saúde, foram obrigados a reduzir ou, algumas vezes, paralisar o programa de transplante. Contudo, à medida que a situação ficou controlada, o programa foi retomado.

O balanço no período de janeiro a julho deste ano apontou que aspectos como, logística de transporte de equipes, órgãos e tecidos entre estados foi fortemente impactada pela redução no número de voos comerciais. Os transplantes de medula óssea, pelo alto impacto imunológico, tiveram redução em 25,82%, passando de 2.130 em 2019 para 1.580, em 2020. Os transplantes de coração caíram 25,10%, passando de 231, em 2019, para 173 neste ano, impactado pela dificuldade de logística, redução no número de doadores e estrutura de UTI livre de Covid-19.

Ranking dos Transplantes mais Realizados
Janeiro a Julho
Brasil 2019 2020
Rim 3.569 2.759
Fígado 1.282 1.169
Coração 231 173
Pâncreas Rim 74 55
Pulmão 57 35
Pâncreas 21 17
Intestino Isolado 2 1
Multivisceral 1 0
Total de Órgãos 5.237 4.209
Córnea 8.460 4.163
Medula Óssea 2.130 1.580
Total Geral 15.827 9.952
Fontes dos Dados: Sistema Informatizado do Ministério da Saúde/ CETs – Centrais Estaduais de Transplantes/ INCA/ TabWinDatasus

As doações de órgãos também tiveram queda de 8,4% em relação aos dados de 2019. De janeiro a julho de 2020, o país notificou 5.922 potenciais doadores de órgãos. No mesmo período em 2019 foram 6.466 doadores.

O Ministério da Saúde tem observado tendência ao aumento dos consentimentos familiares para a doação de órgãos no primeiro semestre de 2020, atribuindo o crescimento ao trabalho voltado a divulgação de informações. “O aumento na taxa de autorização, chegando este ano a uma média de 68,2%, é fruto de uma sociedade mais consciente do seu papel e da importância do gesto de doar. Por isso, é importante que os parentes e pessoas próximas saibam da vontade do seu familiar em ser doador”, ressalta Pazuello.

ESTRUTURA

O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável pelo financiamento de cerca de 95% dos transplantes no país. O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é formado pelas 27 Centrais Estaduais de Transplantes; 13 Câmaras Técnicas Nacionais; 594 estabelecimentos de saúde; 1.420 equipes de transplantes; 574 Comissões Intra-hospitalares de Doações e Transplantes; e 68 Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos (OPOs).

O Ministério da Saúde repassa recursos para estados e municípios apoiando a qualificação dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de doação e transplante. O orçamento federal para essa área mais que dobrou em 11 anos (2008-2019), passando de R$ R$ 458,4 milhões para R$ R$ 1,089 bilhão. Os recursos transferidos para o Plano Nacional de Implantação de Organizações de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), no período de 2011 a setembro 2020, foram de R$ 148,1 milhões. O repasse para o custeio do Plano Nacional de Apoio às Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (PNA-CNCDO), no período de 2014 a setembro 2020, foram de R$ 67,5 milhões.

LOGÍSTICA

O Ministério da Saúde permanece com a parceria firmada com as companhias aéreas comerciais e com a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de Acordo de Cooperação Técnica, para o apoio à logística de transporte aéreo. Juntas, as companhias aéreas e a FAB transportaram 608 órgãos no primeiro semestre de 2020, sendo 497 por voos comerciais e 111 pela FAB. Já no primeiro semestre do ano passado foram transportados 696 órgãos, sendo 626 por voos comerciais e 70 pela FAB.  Essas parcerias são fundamentais para o sucesso do programa que exige uma logística ágil e confiável para viabilizar a captação e o transplante para as diferentes partes do país.

CAMPANHA

Todos os anos, no Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, em 27 de setembro, o Ministério da Saúde lança uma nova campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. As peças mostram a relação entre a espera da volta da vida ao normal que vivemos antes da pandemia, com a espera de alguém que aguarda pela doação de um órgão ou tecido para tornar possível fazer as coisas mais simples, como respirar, ver e simplesmente viver. A campanha também destaca o fator fundamental para tornar possível uma doação de órgãos e tecidos: a autorização da família, estimulando que possíveis doadores conversem com seus familiares e manifestem esse desejo.

A campanha conta com apoio de diversos veículos de comunicação, com cessão de espaços publicitários gratuitos. A veiculação terá início dia 24 de setembro e segue até 23 de outubro, conta com filme, spot de rádio, peças de mídia exterior, peças de internet e redes sociais.

Por Lídia Maia

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