Um asteroide gigantesco passa de raspão pela terra a 43 mil quilômetros por hora

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Conhecido como HS2, corpo celeste chegou a menos de 194,5 milhões de km. (Foto: Reprodução)

O novo Objeto Próximo à Terra (NEO), conhecido como HS2, chegou bem pertinho da Terra, pelo menos falando em termos astronômicos. O corpo celestial passou em uma trajetória “próxima da Terra”, chegando mais perto do nosso planeta por volta das 2h30min GMT no sábado, 27(sexta-feira, 26, às 23h30min em Brasília).

De acordo com os rastreadores de asteroides da Nasa no Laboratório de Propulsão a Jato da Califórnia, o corpo celeste, designado pela agência espacial americana de 2019 HS2, percorre o espaço a quase 27.000 mp/h (43.450 km/h) e passou a uma distância muito próxima da Terra.

A classificação NEO significa que a trajetória do asteroide cruza a órbita da Terra no seu percurso em torno do Sol a uma distância inferior a 194,5 milhões de km.

A Nasa explicou anteriormente que os NEO podem de fato aproximar-se o suficiente da Terra, embora uma passagem “próxima” em termos astronômicos seja consideravelmente diferente do que os humanos entendem por ela.

O asteroide HS2 se aproximou da Terra a uma distância aproximada de 0,01310 unidades astronômicas, ou seja, a 1,96 milhões de km – o equivalente a cinco vezes a distância da Terra à Lua.

Estima-se que o corpo meça aproximadamente de 13 a 30 metros de diâmetro, com o limite superior comparável em tamanho a três ônibus de dois andares , segundo o Express.

Apesar de os objetos com cerca de 10 metros de diâmetro tenderem a ser esmagados em explosões térmicas nas camadas atmosféricas superiores da Terra, indica a Nasa, parte deles “são conhecidos por causar danos de tempos em tempos”.

Exercício

Querendo evitar o pânico e o despreparo mostrado nos filmes apocalípticos frente a um desastre (como um meteoro atingindo a Terra), a Nasa e outras agências espaciais fazem simulações do tipo de tempos em tempos. E a Conferência de Defesa Planetária de 2019, que acontece esta semana, será o palco de uma das mais realistas já feitas.

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Pela primeira vez, a Agência Espacial Europeia irá cobrir um grande exercício internacional de impacto de asteroides ao vivo, por meio das redes sociais (principalmente com a conta @esaoperations, no Twitter). A cobertura destacará as ações que podem ser tomadas por cientistas, agências espaciais e organizações de proteção civil.

O cenário fictício que ocorrerá nos próximos cinco dias começa com a descoberta (falsa, é bom lembrar) de que um objeto próximo da Terra (chamado em inglês de NEO, near-Earth object) tem uma chance em 100 de atingir o planeta no ano de 2027.

Neste cenário hipotético, a Nasa e outras agências espaciais ao redor do mundo terão que rastrear e reunir informações sobre o objeto – se o impacto é inevitável ou onde ele irá cair, por exemplo.

A simulação não é roteirizada, os participantes não sabem como a situação irá evoluir de um dia para o outro, e eles precisarão orientar seus planos com base nas atualizações diárias que receberem. O objetivo é simular como essas organizações trabalhariam em conjunto para o bem comum.

Os participantes — desempenhando papéis como ‘governo nacional’, ‘agência espacial’, ‘astrônomo’ e ‘escritório de proteção civil’ — discutirão o reconhecimento e possíveis missões para resolver o problema, bem como formas de mitigar os efeitos do impacto se não for possível evitar a colisão.

O exercício está sendo produzido por especialistas do Departamento de Coordenação de Defesa Planetária da Nasa, em conjunto com a Fema (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos EUA).

Esta é a sétima vez que a Nasa está envolvida nas simulações. Antes, três aconteceram em conferências planetárias anteriores (2013, 2015, 2017) e três foram executadas junto à Fema.

Os três exercícios da Nasa-Fema incluíram representantes de várias outras agências federais, incluindo os Departamentos de Defesa e Estado dos EUA. O curioso é que os conhecimentos adquiridos nessas simulações são acumulativos: cada exercício baseia-se nas lições aprendidas na simulação anterior. A lógica é que, simulando possibilidades diferentes, estaremos mais prontos para reagir se (ou quando) uma tragédia do tipo realmente ocorrer.

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A Conferência de Defesa Planetária de 2019, que acontece em em Washington, é o encontro mais importante de especialistas em asteroides do mundo. Ela tem o apoio da Nasa, ESA e outras agências espaciais, além de organizações e instituições científicas internacionais.

O Sul

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