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Economia

Assessor de imprensa português revela o caminho das pedras para brasileiros que querem conquistar o mercado europeu

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Reprodução / MF Press Global

Com a crise politica, social e econômica que o Brasil tem enfrentado nos últimos anos, muitos artistas, intelectuais e pessoas públicas acabaram optando por não morar mais no país e tentar uma nova vida em Portugal, que tem a mesma língua, uma cultura mais próxima em relação aos demais países europeus, que está acostumado com os artistas brasileiros que são vistos e ouvidos diariamente nas rádios e na televisão portuguesa, sendo então este um promissor mercado a ser explorado com algumas oportunidades.

No entanto, introduzir-se no mercado europeu sendo brasileiro pode não ser uma tarefa tão simples. A aventura de tentar a sorte na mídia portuguesa quando não se conhece a realidade naquele país, tão distinta do Brasil, e não se tem um networking local esbarra em diversos problemas, e por isso muitos que tentaram fazer fama em Portugal acabaram por desistir. 

O assessor de imprensa Jorge Azevedo da Guess What Coolmunications, conta que a sua empresa tem ajudado muitos brasileiros a serem vistos na mídia portuguesa, dando um empurrão importante para a carreira destas pessoas na Europa: “No sentido de alavancar a respetiva reputação de forma equilibrada e impactante, a assessoria de imprensa é uma ferramenta de comunicação fundamental. Permite fazer chegar determinadas mensagens a diferentes meios, diferentes públicos através de quem conhece a realidade da comunicação social portuguesa.” 

Confira entrevista de Jorge Azevedo onde ele revela os segredos de sua profissão como assessor, como funciona uma assessoria de comunicação em Portugal e relata cases de sucesso de brasileiros no mercado europeu: 

Você já foi procurado por brasileiros? 

Sim. Há muitos brasileiros querendo ingressar na mídia europeia. Recentemente desenvolvemos uma campanha de comunicação para o cirurgião Dr. Luiz Toledo, uma referência mundial na área da cirurgia plástica que em 2019 iniciou a sua atividade em Portugal. 

Qual o feedback desta campanha?

Muito positivo. As credenciais certamente ajudaram, mas os meios de comunicação social fizeram uma ampla cobertura não só da presença do Dr. Luiz Toledo em Portugal mas também dos diferentes estudos por ele desenvolvidos. As entrevistas presenciais com jornalistas de diferentes meios (TV, imprensa, online) decorreram de forma natural.

Qual a importância de uma assessoria de imprensa em Portugal para um brasileiro que queira fazer nome no país?

No sentido de alavancar a respetiva reputação de forma equilibrada e impactante, a assessoria de imprensa é uma ferramenta de comunicação fundamental. Permite fazer chegar determinadas mensagens a diferentes meios, diferentes públicos através de quem conhece a realidade da comunicação social portuguesa.

 

Como funciona o trabalho de assessoria de imprensa em Portugal? É verdade que um assessor de imprensa em Portugal não pode ser jornalista?

Deontologicamente um assessor de imprensa, quando cessa a atividade de jornalista, deverá entregar a sua carteira profissional. Não é algo imposto por lei, mas eticamente importante. 

Como então faz um assessor que não pode ser considerado jornalista se tem que escrever press releases como um jornalista?

Um assessor deve pensar como um jornalista para perceber que tipo de peças podem ser interessantes, mas não deve ser assessor e jornalista ao mesmo tempo.

No Brasil geralmente os assessores de imprensa são jornalistas. Por que em Portugal há essa diferenciação?

Um assessor de imprensa, geralmente, tem o curso de jornalismo ou comunicação empresarial. Efetivamente poderá ter uma experiência profissional diferente do jornalismo, mas é imprescindível que tenha elevamos conhecimentos de comunicação. Em termos de impacto, o fator relacional com os diferentes meios é de extrema importância. 

Em Portugal é mais efetiva a comunicação direcionada ou o mailing? Como se faz a divulgação de um press release de forma eficiente na imprensa portuguesa?

A comunicação direcionada funciona hoje melhor do que o envio em larga escala de emails, até porque diferentes meios comportam diferentes perfis. É natural que o processo de comunicação comece com o envio de um email elencando determinado assunto, mas o posterior contacto com o jornalista é fundamental para assegurar a prossecução de determinada estratégia de comunicação. 

O principal meio de contato com os jornais é por email, whatsapp ou o antigo sistema de ligações telefônicas?

Hoje em dia são utilizadas diferentes formas de comunicar com o jornalista, mas o email, whatsapp, Messenger e contrato telefónico são os mais utilizados. Tal permite simplificar a mensagem e, como se diz, ir straight to the point.

O mercado português é muito nacionalista? Estrangeiros têm chances de serem publicado na imprensa portuguesa? Há rejeição da imprensa aos que são de fora?

Depende do que têm para comunicar e da forma como desenham a respetiva estratégia de comunicação. Não há rejeição aos que são de fora, mas obviamente que os meios de comunicação portugueses dão primazia a histórias de sucesso nacionais. Importa sim ter uma boa narrativa para contar e manter uma estratégia de comunicação coerente. Em alguns casos os meios até dão mais relevância ao que se faz lá fora e o conhecimento que chega.  

A imprensa portuguesa valoriza os descendentes de portugueses que estão além-mar? 

A imprensa portuguesa respeita os descendentes de portugueses e até os valoriza quando as suas histórias são contadas. Um exemplo disso mesmo são os atores brasileiros que chegam a Portugal. Caso tenham algum tipo de ligação com o nosso país, são mais valorizados e a sua história destacada.

Qual tipo de press release mais difícil de ter aprovação em Portugal? Que profissões podem ganhar menos destaque numa notícia, por exemplo?

Não se trata tanto do tipo de profissão, mas do conteúdo a divulgar. Profissões ligadas à área da ciência e medicina poderão ter alguma dificuldade nos processos de comunicação – temos uma classe médica e de investigadores portugueses muito relevante que em alguns cases dá pouco abertura – mas acima de tudo importa divulgar uma novidade importante ou contar uma história envolvente.

 

A imprensa online em Portugal ainda tem mais audiência que a mídia social?

Não. As redes sociais sofreram uma grande evolução nos últimos dois anos e hoje são uma incontornável fonte de informação. A maioria dos portugueses têm contas no Facebook, Instagram, Linkedin, Twitter etc. e é por aqui que procuram a novidade, partilham notícias de interesse, envolvem-se diretamente com determinada marca. Face à realidade em que vivemos certamente que o índice de leitura dos meios online cresceu, mas o envolvimento nas redes sociais também. E importa salientar que as redes sociais têm uma transversalidade única em termos de faixas etárias, classes, etc. 

Sabemos que a mídia social em Portugal está, em relação a outros países, defasada. A imprensa está mais evoluída neste processo ou ainda é preciso que sejam feitos mais investimentos no online?

A realidade COVID-19 criou a necessidade dos diferentes meios de comunicação social reforçarem a sua presença online. A procura de informação mudou e os hábitos de consumo também. Assim sendo assistimos hoje a um forte investimento por parte dos meios de comunicação social nos canais digitais e, inclusive, temos hoje meios como é o caso do Observador ou o Polígrafo, exclusivamente digitais. Este é o caminho, presente e futuro.

Como anda o impresso em Portugal?

Os meios impressos são cada vez menos e com o advento da COVID-19 essa tendência agudizou-se. O digital está a crescer de forma exponencial e os mais relevantes têm tentado adaptar-se a essa nova realidade. Claro que meios em papel continuam a ser relevantes (dois dos jornais de maior influência, o Expresso e o Correio da Manhã continuam a vender) mas cada vez em menor número. 

Qual o conselho que o senhor pode dar a uma pessoa que quer ser vista na imprensa portuguesa para promover a sua imagem ou o seu negócio?

Numa primeira fase analisar o website da APECOM (Associação Portuguesa de Empresas de Comunicação) e selecionar um parceiro creditado que ajude a desenvolver uma estratégia de impacto junto dos meios de comunicação social portugueses. Numa segunda fase saber adaptar-se às especificidades dos meios locais, contribuindo para uma dinâmica de impacto através de conteúdos e narrativas que façam sentido aos diferentes meios. Terceira fase saber ter paciência que os resultados para quem chega de novo não se concretizam a curto prazo, mas sim a médio e longo prazo.

Textos em português do Brasil são bem vistos pela imprensa portuguesa?

Com o novo acordo ortográfico tudo ficou mais equilibrado, mas para os meios de comunicação social, ainda é preferível adaptar os textos tendo em conta as especificidades do português de Portugal.

Qual o preço médio de uma assessoria de imprensa em Portugal?

Não existe um valor tabelado, depende das horas a alocar ao projeto, serviços necessários para a concretização do projeto (ex: assessoria de imprensa, serviço de clipping, design, etc.).

Em Portugal há um órgão regular que é o ERC, assessoria de imprensa também precisa estar no ERC?

Não, no caso da assessoria de imprensa não é necessário estar inscrito na ERC.

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Economia

Rafa Brasileiro ministra curso online sobre as principais mudanças no mercado da construção civil e como se reinventar em meio à crise

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Rafa Brasileiro/Reprodução / MF Press Global

A pandemia do novo coronavírus atingiu a cheio o mundo corporativo e praticamente todos os profissionais de áreas distintas tiveram de se reinventar para sobreviver ao lockdown e o encerramento das atividades. O setor ligado à construção civil também sentiu grande queda com a paralisação de empreendimentos e, por isso, profissionais ligados às profissões de Engenharia Civil e Arquitetura, tiveram que se atualizar e buscar novas alternativas para manter as empresas funcionando e a qualidade de serviços que antes era feito apenas presencialmente.

A arquiteta e influenciadora digital Rafa Brasileiro explica que a crise trouxe a necessidade urgente de se reinventar para o setor da construção civil: “Quando o ano começou já existia um novo mercado de arquitetura e construção, onde clientes estão cada vez mais exigentes e informados e profissionais que sofriam com o nivelamento por preço já estavam enfrentando dificuldades para sobreviver. Como se não bastasse, em março o mundo parou e muitos profissionais viram seus escritórios de arquitetura e construtoras se tornando obsoletas, contratos sendo interrompidos. Além disso, arquitetos e engenheiros já eram vistos por muitos clientes como inacessíveis e até mesmo desnecessários por quem contrata serviços de projeto e obra. Por isso, este é o momento de se reinventar para não apenas sobreviver, mas crescer neste novo mercado.”

O novo normal

Rafa Brasileiro também aponta que mesmo após o fim da pandemia, tanto o mercado como os hábitos dos clientes já não serão os mesmos: “É preciso entender que já estamos vivendo um novo normal e que nada será exatamente como antes. E mesmo quando o contato presencial voltar, os seus clientes já estarão acostumados com outro tipo de atendimento. Pode ser que o profissional não esteja preparado para essa revolução e isso significa perder clientes e oportunidades de trabalho. Existe uma minoria (em torno de 5% dos profissionais) que entendeu bem mais cedo como entregar um serviço que é valorizado mesmo quando feito à distância. Isso porque essa mesma minoria ultrapassou os problemas comuns de quem atua com projetos e obras e que hoje se destaca por trabalhar de uma forma diferente e profissional.”

Saída para a crise

De modo a colaborar com a atualização destes profissionais e o crescimento mesmo em meio à crise, a Bora na Obra, empresa criada e liderada pelo casal Rafa e Alex Brasileiro, está promovendo um curso de formação voltado para os novos tempos: “Mas existe uma saída pra se reinventar no meio disso tudo e, inclusive, crescer. O curso de formação é feito especialmente para arquitetos e engenheiros que precisam aumentar o faturamento com projetos e obras sem perder a lucratividade. O mundo mudou, está mais conectado que nunca, e para ter sucesso como profissional no mercado de Projetos e Obras é preciso dominar a técnica e aprender a vender o valor de seus serviços de um jeito completamente novo.”

Sobre o curso

6 a 9 de julho às 20h (Horário de Brasília).

Programação

– Aula 1: Projeto Executivos Infalíveis;
– Aula 2: Orçamentos Precisos;
– Aula 3: Planejamentos Realistas;
– Aula 4: Precificação justa de todos os serviços extras que vão garantir seu faturamento com lucro

Inscrições em: https://boranaobra.com.br/formacao

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Economia

Co-branding de advogados ajuda clínicas médicas em todo o país a economizar até 63% nos impostos

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Reprodução / MF Press Global

A advogada e consultora Marielle Brito tem representado o Brasil para o mundo ao se destacar como uma referência no Direito internacional e sucessório, atuando também como pesquisadora em prestigiosas universidades europeias como Cambridge, no Reino Unido e a Universidade de Lisboa, em Portugal. Agora, unindo forças com uma equipe de advogados de outras áreas do direito, a advogada está expandindo suas operações na contramão da crise, com um novo escritório e co-branding no Lago Sul, prestigiosa zona do Distrito Federal, oferecendo soluções completas jurídicas no âmbito nacional e internacional, a brasileiros e estrangeiros.

Em tempos de pandemia da covid-19, onde toda a ajuda na área médica é muito bem-vinda, a advogada inovou ao desenvolver com seu co-branding uma tese tributária que permitirá a clínicas médicas em todo o Brasil pagarem menos impostos: “Criamos uma tese tributária para clínicas médicas no âmbito federal, sendo que já obtivemos decisões favoráveis no judiciário, o que traz uma segurança ao cliente. Todas as clínicas situadas em qualquer cidade do Brasil podem ajuizar  essa causa na Justiça Federal na jurisdição do nosso novo escritório em Brasília. A regra específica vale para as pessoas jurídicas prestadoras de serviços médicos que optarem pelo lucro presumido, de modo a conferir uma nova base de cálculo reduzida para essa atividade econômica, trazendo, dessa forma, uma redução tributária na ordem de 63% do valor a recolher a título de IRPJ e CSLL.”

Expansão nacional e internacional

Com 13 anos de carreira, a advogada está iniciando um novo ciclo em sua vida profissional com a inauguração da sua nova sede, em Brasília no Lago Sul, contando com 1000m2 de área e com equipe de mais de 20 profissionais. Para oferecer nesta nova sede diversos serviços e soluções em um mesmo escritório , o Marielle S Brito Advocacia e a sociedade Farias e Pena Advogados se uniram em um co-branding: “Atendemos brasileiros e estrangeiros que precisam de providências nestas matérias, seja direito de família, sucessório e internacional que são minhas especializações, como na área empresarial, tributária, cível e trabalhista, oferecendo um serviço abrangente e especializado, com representações nos EUA e Europa (Portugal e no Reino Unido).”

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Economia

Saque-aniversário do FGTS é liberado a nascidos em maio e junho

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Serão beneficiados 908,6 mil trabalhadores que fizeram a opção pela modalidade e se cadastraram para receber o valor. O total é de R$ 1,2 bi.

 

A Caixa começa nesta segunda-feira (1º) a terceira estapa do pagamento do saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Neste mês, serão beneficiados 908,6 mil trabalhadores nascidos em maio e junho, que fizeram a opção pela modalidade e se cadastraram para receber o valor. O total será de R$ 1,2 bilhão.

Até o momento, mais de 4,7 milhões de trabalhadores já se cadastraram para receber o benefício. Ao aderir ao pagamento, o trabalhador passa a receber anualmente, no mês de seu aniversário, uma parcela do FGTS. Mas perde o direito ao fundo de garantia em caso de demissão sem justa causa.

Além disso, depois que fizer a escolha, caso mude de ideia, a pessoa terá de esperar pelo menos dois anos para voltar ao saque-rescisão.

A medida foi criada no ano passado junto com o saque imediato, que liberou R$ 26,2 bilhões em 2019 e encerrou o pagamento em março.

 

Cronograma

A liberação do dinheiro segue um cronograma estabelecido pela Caixa. Para receber ainda este ano, há um prazo máximo para adesão, conforme o mês do nascimento do cotista.

O trabalhador que nasceu em maio, por exemplo, ainda pode optar pelo saque-aniversário do FGTS, mas não receberá o dinheiro este ano. O prazo limite para ele aderir à modalidade e efetuar o saque em 2020 terminou no domingo (31). Já as pessoas nascidas em junho podem se inscrever até o dia 30 deste mês.

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