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Antigo reduto do EI no Iraque hoje sofre com droga difundida pelos extremistas

Captagon ganhou o apelido de “droga dos jihadistas” e é muito usado porque reduz a sensação de medo e mantém os combatentes acordados

 

O estimulante é produzido principalmente na Síria e entra no Iraque pela longa e pouco policiada fronteira. Said, que é capitão de polícia em Ramadi, diz que, na última apreensão, recolheu centenas de comprimidos escondidos nos pneus de um caminhão e dentro de um barril de gasolina. Seriam vendidos a usuários locais.

“Começamos nossa jornada aqui porque capturamos dois ‘camelos’ (transportadores da droga). Além disso, damos às pessoas nosso contato e pedimos que nos liguem se tiverem alguma informação ou se perceberem algo suspeito”, disse ele, que realiza uma campanha para informar especialmente os mecânicos da área, devido ao habitual uso de veículos para esconder a droga.

 

O captagon tornou-se um enorme problema na cidade, que ainda sofre com as heranças da guerra, como desemprego crescente e falta de serviços básicos. Para muitos, a droga é uma forma de fugir dos problemas, ou mesmo de suportar a dura rotina. Para outros, a venda da droga é a única forma de sustento familiar.

“Tá tudo errado aqui. Condições de vida, trabalho, segurança… A gente não se sente seguro”, diz um jovem que se identifica apenas como Ahmed, de 23 anos. “E, se você encontrar trabalho, vai trabalhar muitas horas sem receber bem”.

Combate às drogas

Conforme relatório deste ano do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), em 2019 a Arábia Saudita apreendeu 146 milhões de pílulas de anfetaminas, além de 23 milhões apreendidas pela Jordânia. A maior parte da produção provém da Síria e da própria Jordânia, dois países fronteiriços com o Iraque. Em solo iraquiano foram apreendidos 600 mil comprimidos.

 

Para Nuriddin al-Hamdani, ativista da ONG Paz Para Ramadi, um dos problemas do Iraque ao lidar com o tráfico é o mesmo de muitas nações ocidentais. “Qualquer pessoa que possua drogas aqui é considerada criminosa”, diz ele. “O que queremos alcançar com a nossa campanha é que os consumidores não sejam tratados como criminosos. Em vez disso, que tenham acesso a um tratamento médico que os ajude a se desintoxicar”.

Fonte: A Referencia

 

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