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Ambientalista: Forças Armadas são importantes na Amazônia, mas entrosamento deixa a desejar

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© Folhapress / Lilo Clareto

Terminou nesta quarta-feira (10) o decreto presidencial que autorizava o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem nos estados que compõem a Amazônia Legal.

A iniciativa batizada de Operação Verde Brasil 2 tinha como objetivo realizar ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, direcionadas ao desmatamento ilegal, e o combate a focos de incêndio.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse durante entrevista concedida em Marabá (PA), nesta segunda-feira (8), que a Operação Verde Brasil 2 deve ser prorrogada.

“Nós vamos prosseguir com a operação, porque a nossa visão é a questão do segundo semestre: a questão das queimadas”, disse Mourão, citado pelo portal do governo federal. “O nosso objetivo é levar as queimadas no segundo semestre ao mínimo aceitável para que deixemos muito claro para o restante do Brasil e para o mundo o nosso compromisso com a preservação da Amazônia”.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Miguel Scarcello, secretário-geral da entidade ambientalista SOS Amazônia, disse que a operação é bem-vinda, mas que ainda falta organização e integração com outros órgãos que atuam na região.

“De fato, ele pode ser muito importante, mas isso tem que vir agrupado ou combinado com uma programação traçada principalmente pelos órgãos de controle ambiental”, explicou.

Segundo Scarcello, uma maior integração com os órgãos que já atuam na Amazônia trariam mais resultados para as operações.

“Se houvesse um entrosamento, ou uma iniciativa a partir das operações que os órgãos ambientais fizessem, eu creio que o resultado de combate ao desmatamento ilegal teria muito sucesso. Da maneira que está sendo implantado agora, com essa segunda operação de aplicação do decreto de Garantia da Lei e da Ordem, como foi ano passado, eu ainda acredito que deixa muito a desejar, poderia ter muito mais efetividade e proporcionar um combate mais direto às ações ilegais”, afirmou.

Miguel Scarcello diz que o suporte das Forças Armadas dá segurança para os agentes que fazem a fiscalização do desmatamento.

“Ter a participação do Exército é importante para que o agente público que faz o monitoramento e fiscaliza diretamente as ações de licenciamento, e que vai investigar na ponta, através de denúncias anônimas quem está fazendo a coisa ilegal, é sempre importante ter um agente das Forças Armadas porque isso lhe dá garantia, lhe dá segurança”, disse.

Outro ponto que deixa a desejar, segundo o secretário-geral do SOS Amazônia, é a falta de uma plataforma que reúna as informações sobre as operações das Forças Armadas na região.

“São poucas as informações que acessamos sobre as ações do Exército no enfrentamento ao desmatamento hoje na Amazônia. Não há um site, uma exposição detalhada das iniciativas que foram realizadas”, completou.

Segundo dados do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os alertas de desmatamento da Amazônia Legal, que no momento têm dados de até 28 de maio, apontam uma área desmatada de 641 quilômetros quadrados no mês passado.

O número é menor do que os 739 quilômetros quadrados registrados em maio de 2019, mas superior aos 550 quilômetros quadrados de maio de 2018, aos 363 quilômetros quadrados de maio de 2017 e dos 408 quilômetros quadrados de maio de 2016.

Em 1 mês de atuação, Forças Armadas aplicaram R$ 102,9 milhões em multas

Segundo informações enviadas pelo Ministério da Defesa à Sputnik Brasil, em quase um mês de atuação, a Operação Verde Brasil 2 realizou a inspeção em 2.169 embarcações sendo que 110 foram apreendidas. Além disso, mais de quatro mil veículos foram vistoriados e 124 retidos por irregularidades. Mais de 14 mil metros cúbicos de madeira ilegal foram confiscados e mais de R$ 102,9 milhões de multas ambientais foram aplicadas nesse período.

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) coordenou quase 290 horas de voo durante a operação, enquanto as aeronaves de Asas Rotativas das três Forças somaram 324 horas de voo.

“Para a operação foram convocados militares dos estados de Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, Acre e Pará que realizam ações como a apreensão de armas, equipamentos e veículos utilizados em atividades ligadas ao desmatamento e a recuperação de madeiras extraídas ilegalmente. Os militares também fazem vistorias de veículos, em postos de bloqueio e controle nas estradas, e o patrulhamento dos rios para verificação de embarcações. […] O sucesso da operação pode ser comprovado pelos elevados resultados obtidos em menos de um mês de atuação”, disse a pasta em nota.

//Sputnik

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Com mais 904 mortes registradas em 24 horas, o Brasil tem quase 36 mil vítimas do coronavírus

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A escalada de vítimas ocorre em meio a anúncios de planos de flexibilização da quarentena por Estados e municípios. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Brasil contabilizou 904 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vidas perdidas pela doença para 35.930, segundo o Ministério da Saúde. De ontem para hoje, houve registro de 27.075 novos casos de infecção pelo novo coronavírus e agora são 672.846 pessoas contaminadas, sendo registrados mais de 100 mil novos casos em menos de uma semana.

A escalada de vítimas ocorre em meio a anúncios de planos de flexibilização da quarentena por Estados e municípios, o que tem sido visto com ressalvas por especialistas. O Brasil está atrás só dos Estados Unidos (109.791) e do Reino Unido (40.548) em óbitos por covid-19. Países que já viveram o agravamento da pandemia só começaram a relaxar restrições de circulação ao menos um mês depois do pico. EUA, Reino Unido, Itália, França e Espanha esperaram, em média, 44 dias após o pico para flexibilizar quarentenas, como mostrou o jornal Estadão.

A projeção do avanço do coronavírus no Brasil feita pela Universidade de Washington foi atualizada pela segunda vez, e agora prevê 165,9 mil mortes causadas pela covid-19 no País até 4 de agosto. A primeira estimativa para o Brasil, feita em 12 de maio, projetava 88 mil mortes. O dado foi alterado para 125,8 mil mortes no último dia 25 e novamente revisado neste sábado, dia 6.

Enquanto o governo federal pretende rever os critérios das mortes por coronavírus por indícios de que os dados estariam sendo supostamente inflacionados por municípios e estados, como afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, neste sábado, os cientistas afirmam exatamente o oposto.

Para virologistas e epidemiologistas, o número de vítimas no País é muito maior do que indicam os dados oficiais. Especialistas também veem na mudança de metodologia de divulgação do Ministério da Saúde uma manobra para se criar falsa sensação de controle da doença.

Nas contas de Domingos Alves, coordenador do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), o número de mortes no Brasil seria 40% maior. Ou seja, enquanto os números oficiais apontam 35139 mortes nesta sexta-feira, os dados corretos estariam perto de 49 mil óbitos.

“Numa estimativa até simplória, nós mostramos que os óbitos mostrados nos boletins envolvem no máximo 60% do total. E nós procuramos não ser alarmistas”, diz Alves, que integra a equipe Covid-19 Brasil, formada por cientistas independentes de várias instituições brasileiras de pesquisa que monitoram em tempo real dos dados sobre a propagação do vírus.

 

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Caixa abre neste sábado 680 agências para pagamento do auxílio emergencial

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Nascidos em julho vão receber 2ª parcela do valor em dinheiro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa está aberta neste sábado (6), desde as 8h até às 12h, com 680 agências no País para atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial, criado para o enfrentamento das dificuldades decorrentes da pandemia da Covid-19.

Os nascidos em julho vão ter acesso à segunda parcela do benefício, que já havia sido disponibilizada para uso digital por meio do aplicativo Caixa Tem. O valor é de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras).

Segundo o banco, beneficiários nascidos de janeiro a junho já tinham a possibilidade de fazer o saque em espécie.

A partir deste sábado, também podem realizar o saque – por meio das máquinas de autoatendimento ou nas lotéricas – os nascidos em julho.

Lista de agências está na internet

A lista das agências que estarão abertas está disponível no site.

Para sacar o dinheiro, o beneficiário precisa gerar um código autorizador (token) no aplicativo Caixa Tem ou nas agências do banco. Também será possível fazer a transferência do benefício para contas da Caixa ou de outros bancos.

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Especulação em torno da Embraer mostra que empresa precisa ser protegida, diz especialista

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© Folhapress / Mateus Bonomi

Com a desistência da compra Embraer pela Boeing, diversas empresas do mundo teriam demonstrado interesse no negócio. Para discutir o assunto, a Sputnik Brasil ouviu o economista Marcos Ferreira, que apontou que a governo do Brasil precisa agir para proteger a empresa brasileira.

Ao longo da semana passada, circularam especulações de que empresas como a chinesa Comac, a russa Irkut e também uma empresa indiana do setor de aviação estariam rondando a Embraer após o rompimento do acordo de venda para a Boeing. Os rumores chegaram a impulsionar as ações da empresa brasileira na Bolsa de Valores na sexta-feira (29), quando os papeis da Embraer se valorizaram em mais de 15%, mesmo em um momento de crise.

 

Para o economista e professor da Unicamp, Marcos José Barbieri Ferreira especialista em aviação comercial e Defesa, uma eventual manifestação de interesse na Embraer seria esperado devido ao sucesso da empresa.

“É uma empresa que procurou avançar, uma empresa que conquistou uma grande competência tecnológica e que se inseriu de maneira muito competitiva no mercado internacional”, explica o economista em entrevista à Spuntik Brasil.

A Embraer é uma das empresas de aviação mais importantes do mundo, e tem atuação destacada no setor de aviação civil com aviões de porte médio, sendo a terceira maior exportadora de aviões comerciais no planeta, conforme aponta o professor Barbieri.

 

A empresa também tem atuação no setor militar, a exemplo do avião KC-390, um cargueiro tido como capaz de competir no mercado internacional com os principais empresas de aviação do mundo.

“Essa conquista que a Embraer teve juntamente com a atuação dela diversificada na área de Defesa, na área de jatos executivos faz com que a empresa desperte um grande interesse em âmbito mundial”, avalia o especialista em aviação comercial e Defesa.

As especulações em torno da Embraer apontam que haveria interesses vindo principalmente de empresas de países dos BRICS. O economista Marcos Barbieri Ferreira explica as possíveis razões do suposto interesse.

“A Embraer tem uma competência na área de aviação comercial muito superior a qualquer uma dessas empresas. A competência que a Embraer teve de estruturar um modelo de negócios exitoso na área comercial, também a competência e também a competência que Embraer vem demonstrando na área de aviação executiva é muito superior ai de qualquer uma das empresas aeronáuticas dos demais países que compõem o BRICS”, afirma.

Especulação mostra que Embraer precisa de proteção

O professor da Unicamp ressalta que as empresas de aviação da Rússia e da China mantêm uma tradição na área de Defesa, mas do ponto de vista da aviação civil, a Embraer está “muito à frente dessas empresas”. O economista, no entanto, ressalta que o possível interesse estrangeiro por enquanto não passa de especulação.

“Esse interesse dessas empresas, que está sendo noticiado, é muito mais no âmbito especulativo do que no âmbito de uma ação concreta por parte dessas empresas”, diz.

 

O professor explica que a especulação em torno da empresa é fruto do negócio que fracassou com a Boeing. Para ele, a Embraer sinalizou ao mercado a intenção de venda, o que somado ao avanço da crise econômica internacional em meio à pandemia da COVID-19, alimenta uma possível crença de que a empresa ainda pretende vender parte de seus negócios.

“Nesse sentido é fundamental que a empresa brasileira se coloque perante do mercado mundial, com o apoio e suporte do governo brasileiro, afastando qualquer possibilidade de uma nova operação desse tipo, que era o desmonte da empresa brasileira”, avalia o especialista.

O economista acrescenta que em sua opinião o negócio com a Boeing representaria “praticamente a extinção” da Embraer e que a possibilidade de negócio semelhante deve ser afastada. O professor, porém, não descarta a importância de parcerias para o desenvolvimento da empresa.

 

//SPUTNIKNEWS

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