A Secretaria Estadual da Saúde esclarece que não houve, no Rio Grande do Sul, nenhuma morte em virtude da gripe no ano

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Secretaria mencionou discrepância em critério de classificação. (Foto: Agência Brasil)

Um dia após o Ministério da Saúde mencionar a ocorrência de uma morte por gripe no Rio Grande do Sul em 2019, nessa quinta-feira, o governo gaúcho divulgou nota em seu site, negando haver registros de óbito pela doença no Estado desde janeiro. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, até agora foram confirmados apenas cinco casos da doença, mas nenhum deles fatal.

“(…) O Ministério da Saúde divulgou a informação de que haveria uma morte registrada no RS. No entanto, o ministério trabalha com uma classificação por município de residência. O caso de óbito referido se trata de um morador de Santa Rosa que foi hospitalizado na cidade de Riberão Preto, interior de São Paulo, e morreu naquele município”, ressalta o texto.

“O Rio Grande do Sul, assim como todos os Estados, mantém um rigoroso controle sobre os casos de gripe em seus territórios. Todas as enfermidades são registradas nos municípios que notificam a vigilância estadual, e esta, por sua vez, abastece o banco de dados do Ministério da Saúde”, finalizou o comunicado.

Campanha

No mesmo dia em que o Ministério divulgou a informação, o titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, esteve em Porto Alegre para uma cerimônia que oficializou o início da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe em 2019. O evento foi realizado no Centro de Saúde Modelo (esquina da rua Jerônimo de Ornelas com avenida João Pessoa, no bairro Santana), com as participações do governador Eduardo Leite e do prefeito Nelson Marchezan Júnior.

A mobilização se estende pelos meses de abril e maio em todo o País. No Rio Grande do Sul, até o dia 18 serão imunizadas as gestantes e as crianças de 6 meses a 6 anos incompletos. Em seguida, começarão a ser atendidos outros grupos prioritários (crianças, gestantes, idosos, índios, mães até 45 dias após o parto, professores, pessoas com comorbidades e trabalhadores da área da saúde).

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O objetivo é contemplar cerca de 3,7 milhões de gaúchos. “Vacinar é um direito das crianças e um dever dos pais e responsáveis”, ressaltou o titular do Ministério. De acordo com Marchezan, nos últimos anos a capital gaúcha reduziu o índice de vacinação, acompanhando uma tendência nacional. “Queremos fortalecer a rede básica de saúde e melhorar esses números”, ressaltou.

Eduardo Leite, por sua vez, pediu que os adultos levem as crianças aos postos de saúde e prometeu quitar a dívida do Estado com hospitais (R$ 480 milhões) e municípios (R$ 600 milhões) na área da Saúde. “Os municípios não recebiam desde junho e os hospitais não recebiam desde setembro”, declarou.

Ele também entregou ao ministro um documento solicitando recursos mensais do governo federal para custear a integralidade da produção de serviços de média e alta complexidade prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois os repasses do Fundo Nacional de Saúde não contemplam todos os atendimentos e procedimentos da rede gaúcha.

Já Luiz Henrique Mandetta anunciou duas portarias federais que devem garantir R$ 17,3 milhões em recursos para habilitações de serviços que beneficiam hospitais e municípios do Rio Grande do Sul. Além de Porto Alegre, a medida contempla Viamão, Esteio, Novo Hamburgo, Arvorezinha, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Caxias do Sul, Rio Grande e Três de Maio.

Dados oficiais

De 1º de janeiro a 23 de março, foram registrados 255 casos de infecção pelo vírus influenza em todo o território nacional, com 55 mortes. O subtipo predominante é A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas apresenta a situação mais preocupante, com 118 notificações e 33 vítimas que não resistiram à doença – motivo pelo qual a campanha de vacinação começou mais cedo (em março) nesse Estado da Região Norte.

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No Rio Grande do Sul, foram aplicadas 3,61 milhões de doses no ano passado e registrados 623 casos, com 98 mortes (mais que o dobro do verificado em 2017). Em 85% dos casos fatais, as vítimas pertenciam a grupos de risco e apenas 18% delas haviam sido imunizadas. Por se tratar de uma Região brasileira onde o inverno é mais rigoroso, o Ministério da Saúde cogita a ideia de antecipar para março a campanha também no Sul do País.

(Marcello Campos)

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