Artrose: cirurgia pode ser solução para manter qualidade de vida

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Doença, quando não tratada, pode ter consequências graves

Para quem sofre com a osteoartrite, ou artrose, as dores podem ser sinônimo de muito sofrimento. Em alguns casos mais graves, o paciente pode ficar debilitado e precisar de ajuda para se locomover. Infelizmente, a má notícia é que a doença não tem cura, mas, o ponto positivo, é que através de tratamentos adequados o paciente pode recuperar a qualidade de vida.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas sofrem com a doença. Além disso, a artrose é o terceiro maior motivo de afastamentos no trabalho. O ortopedista e especialista em traumatologia, Otávio Melo, explica que por ser um problema degenerativo nas articulações, o paciente é acometido por fortes dores crônicas que o impossibilita de fazer atividades normais do dia-a-dia. “Basicamente, essa doença causa inflamações que atingem ossos e cartilagens, geralmente, nos joelhos, coluna e mãos”.

O médico ainda comenta que a doença aparece com mais frequência em pessoas acima dos 45 anos, principalmente mulheres. Para o especialista, o principal erro que envolve o tratamento está relacionado à demora em procurar ajuda. “Infelizmente, as dores iniciais podem ser confundidas com outros problemas, como consequências da idade ou outras características. É importante lembrar que nenhuma dor deve ser considerada normal, portanto, ao senti-las, deve-se procurar um profissional imediatamente”, ressaltou.

Tratamento

Quando o paciente é diagnosticado com artrose é muito comum haver certo pessimismo. Afinal, a doença é crônica e pode causar diversos danos. “Em casos mais graves, o paciente pode, até mesmo, precisar de uma cadeira de rodas para se locomover”, alertou Otávio Melo.

Porém, ele afirma que quanto mais cedo o individuo obtiver o diagnóstico, melhor as chances de tratamento adequado. O principal entre eles é feito com medicamentos, uso de terapias com ondas de choque, radiofrequência e fisioterapia. Mas, quando o quadro evolui, a cirurgia torna-se a melhor opção. “Geralmente, os resultados pós cirúrgicos são imediatos e o paciente volta a fazer as atividades normais. Mas, é importante continuar com a fisioterapia para manter os bons resultados após a cirurgia”, garantiu o especialista.

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Fonte: Otávio Melo, médico ortopedista, especialista em traumatologista, professor universitário e pesquisador (www.otaviomelo.com.br).

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